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ALL ABOARD! EUROVISION 2018

Date: 2018-05-01 00:00

Face à vitória de Salvador Sobral no certame eurovisivo de 2017 calhou à RTP a pesada herança de organizar em Lisboa o evento deste ano , hercúlea tarefa de que ,convenhamos ,se saiu a contento em todos os capítulos excepto no da apresentação pois ,na minha modesta opinião ,apenas merece rasgados elogios a prestação da “emigrante” e cinematográfica Daniela Ruah que não sendo propriamente uma apresentadora profissional no entanto se saiu ,comparativamente com as outras três colegas de apresentação ,airosamente da tarefa de tal modo que se estivéssemos numa corrida de touros ela sem dúvida mereceria cortar rabo e orelhas e dar uma obrigatória volta triunfal à arena; como vem sendo habitual em anos anteriores o disco contendo todas as canções concorrentes editou-se já e da sua audição se pode aferir que apesar de continuar a haver muitos detractores do certame que visualmente ,quer se queira , quer não ,é sempre uma das melhores montras musicais do Mundo ,ou até mesmo a maior ,o que é certo é que este ano ,pese embora a verdadeira catástrofe ,em todos os sentidos ,que é a canção vencedora , verdadeiramente abaixo de cão ,inenarrável e circense , também houve possibilidade de no meio daquele estapafúrdio número de 43 composições se conseguirem escutar belas melodias algumas delas acompanhadas de boas letras onde afinal de contas ainda acabaram por se dar inúmeros recados ,alguns politicamente correctos , outros não... Dentre todas destaco as canções representantes da Áustria , Chipre , Croácia , Grécia , Irlanda, Itália ,Servia e Holanda , esta apesar do seu (excelente) interprete –Waylon , trajar e imitar musical e ritmicamente o grande Waylon Jennings um dos magos integrantes da trindade máxima da country music norte-americana juntamente com Willie Nelson e Johnny Cash. 2CDs Eurovision/Universal Music

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LUZ CASAL

Date: 2018-05-01 00:00

Como qualquer cantora espanhola Luz Casal adora os temas da inesquecível Chavela Vargas (1919-2016) o ícone latino-americano de voz arenosa e sofrida que nascida na Costa Rica foi com já a proveta idade de 80 anos recuperada da semi-obscuridade e retiro em que vivia e de novo colocada sob as luzes da ribalta por Pedro Almodôvar que incluiu canções por ela interpretadas em películas suas; essas composições passaram assim de repente do estatuto de imortalidade para o estrelato ,para a glória! Resgatado o seu talento foi também nessa altura ,e em face dessa mediática exposição proporcionada pelas películas de Almodôvar ,que a cantora nativa da Costa Rica começou de novo a gravar e actuar ao vivo , com extraordinário sucesso , diga-se em abono da verdade ;foi portanto sem surpresa que há anos atrás a cantora espanhola incluiu alguns dos sucessos do seu ídolo musical sul-americano em trabalhos seus dando-lhes no entanto um cunho único ,íntimo e pessoal em performances que granjearam grande entusiasmo não só dos admiradores de Luz como dos da própria artista costa-riquenha ; vem isto tudo a propósito de um novo e excelente disco da cantora espanhola – “Que corra el aire” onde esta se apresenta no melhor da sua forma vocal , cantando melhor que nunca , nitidamente influenciada pela maneira de cantar de Chavela e revelando como as suas capacidades de compositora continuam em termos de inspiração em alta ( o seu nome figura na autoria de 8 das 11 composições do disco)o que vem acima de tudo demonstrar que pelos vistos está definitivamente ultrapassado o sério problema cancerígeno que a atormentou há anos atrás !Felizmente ! Grande dama da musica pop/rock espanhola das ultimas gerações tem esgotado lotações quer se apresente ao vivo em Madrid ,no Olympia de Paris ou em Tóquio o que diz bem da aceitação que a sua música tem obtido das mais variadas audiências e latitudes. Rock bem temperado a par de baladas perfeitas são o perfeito cartão de visita de uma artista onde alma, coração e garra andam de novo de mãos dadas em perfeita sintonia e simbiose ajudando a criar um disco surpreendentemente bom e musicalmente perfeito. Interprete soberba Luz Casal está de volta !E de que maneira :– em grande estilo , única , inconfundível , poderosa! CD Warner Music

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ELZA SOARES

Date: 2018-05-01 00:00

34º álbum de estúdio de uma longa carreira ,“The woman at the end of the world” foi sem dúvida o disco que embora tardiamente consagrou a interprete brasileira Elza Soares como uma diva da canção brasileira embora ela já merecesse esse mesmo reconhecimento e ser mais famosa fora do seu País natal ,desde há muito, muito tempo atrás. Esse mesmo disco ,que incluía material inédito e outro propositadamente escrito para a cantora, e foi mais que publicitado aquando da sua inicial edição ,falava da repressão sobre a mulher brasileira ,da violência e pobreza nas favelas e de lesbianismo entre outros assuntos na ordem do dia ;esse mesmo projecto acaba de ser agora reeditado numa versão absolutamente invulgar pois para além de conter o laureado trabalho na sua versão original inclui ainda um segundo disco com as remisturas do mesmo intitulado “End of the world remixes”, num trabalho final que resultou numa versão absolutamente soberba e ao qual algumas das mais afamadas publicações estrangeiras já se lhe referiram classificando-o com epítetos como “excitante”, “devastador” , “uma obra-prima da pop vanguardista” ou “magnífico” ,o que atesta da agradabilidade e do justo reconhecimento de que o disco já beneficiou... Inteligente mistura de rock´n´roll com free-jazz e electrónica é uma obra-prima do género , um verdadeiro paraíso musical ,tropical e vanguardista e um trabalho de misturas verdadeiramente monumental ! 2CDs Mais um discos /Megamúsica

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CHET BAKER

Date: 2018-05-01 00:00

A recente edição de “Chet Baker in Paris” não é só um momento de grande relevância musical mas também e fundamentalmente uma reedição...histórica! Com efeito a edição em CD de material que inicialmente integrou três LPs contendo as gravações de estúdio que o grande trompetista do jazz fez nos anos de 1956 e 1957 para a editora Barclay na capital francesa e que o musico fez questão de tocar em formato quarteto e quinteto ,são para além de fabulosas , também históricas pois há tempos que estas interpretações estavam esgotadas , fora portanto dos escaparates e por outro lado são consideradas das melhores que Chet protagonizou e o ajudaram a consagrar-se como um dos monstros sagrados do trompete. Algumas das faixas contaram com o labor e virtuosismo do esplêndido pianista de jazz Dick Twardzik , que infelizmente , vitima de uma overdose de droga morreu em Paris pouco tempo depois de terminarem as gravações. Triplo CD contendo mais de meia centena de composições inclui um excelente booklet de 16 paginas contendo memorabilia e completas informações bem como raras fotos e ainda uma curiosa e importante declaração do músico quando afirma : “... Na Europa olham para o jazz como arte; na América como uma diversão!” Obra de rara beleza instrumental é sem dúvida uma das melhores colectâneas de jazz do ano corrente. 3CDs New Continent/Distrijazz

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BOBO STENSON

Date: 2018-05-01 00:00

Novamente a gravar em formação de trio o instrumentista sueco Bo Gustav Stenson , mais conhecido por Bobo Stenson tem nova proposta discográfica nos domínios do jazz; trata-se de “Contra la indecision” onde como é hábito mistura com inteligência e bom gosto estilos e diversas fontes de inspiração . Actuando e gravando actualmente em formato de trio com ele próprio no piano e ainda Anders Jormim no duplo baixo e Jon Falt na bateria ,este projecto tem a particularidade de marcar o fim de um silencio de seis anos em matéria de gravações por parte deste conhecido pianista dos Países nórdicos que começou a dar nas vistas no seu país natal , desde o já longínquo ano de 1963 e seguintes ,quando foi amiudadas vezes convidado a acompanhar em concertos ao vivo alguns dos nomes mais sonantes do jazz que actuaram em Estocolmo nessa época com destaque para Gary Burton , Sonny Rollins e Stan Getz ; para além destes tocou também muitas outras vezes como músico convidado integrado em vários ensembles e formações jazzísticas de certo renome e projecção. No novo projecto em disco ,cujo título tem origem numa composição da autoria do cantautor cubano Sílvio Rodrigues com o mesmo nome , o pianista desenvolve e demonstra todas as suas elevadas capacidades de executante , através duma elegância técnica notável e uma forma muito própria e peculiar de tocar dando sempre o seu cunho particular a belíssimas composições da autoria de gente de renome mundial e grandes capacidades criativas como são sem dúvida os geniais Bela Bartok e Erik Satie ou mesmo o seu compagnon de route -Anders Jormim , isto para alem de nos dar a conhecer os seus reconhecidos dotes de compositor em duas faixas sublimes – “Kalimba imnpressions” e “”Alice”. CD ECM/ Distrijazz

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