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TÉTÉ ALHINHO

Date: 2017-07-03 12:30

Há muito tempo que não tinha o prazer de ouvir a voz característica e nostálgica de Tété Alhinho ( irmã do meu querido amigo e futebolista Carlos Alhinho, falecido de modo trágico há anos atrás), uma das minhas referências femininas da música de Cabo-Verde e que um dia estive a ponto de contratar para a então CBS; a oportunidade de a voltar a ouvir surgiu agora com a publicação de “Mornas ao piano” disco de uma grande sensibilidade, recheado de grandes mornas e nas quais o notável e sempre marcante acompanhamento de piano, como instrumento de liderança , salienta e realça ainda mais a emotividade e sensibilidade das propostas que levam nas letras e nas músicas as assinaturas de gente como Mário Lúcio, Gabriel Mariano, Jacinto Estrela, Hélio Cruz, Daniel Spencer, Luís Lima, o grande Paulino Vieira, o eterno B´Leza e da própria Tété Alhinho que aqui se reafirma uma vez mais como uma compositora e letrista de futuro e a ter em linha de conta tanto mais que ainda recentemente viu a composição de sua autoria que curiosamente abre o disco – “Mindel de mãe auta” ser eleita a melhor morna nos Cabo Verde music awards um galardão que afinal de contas a antiga integrante dos famosos Simentera bem merece pela perseverança e qualidade que tem demonstrado não só como compositora mas também, e especialmente, como interprete ao colocar a sua voz ao serviço duma causa maior como é sem dúvida a música de Cabo Verde, uma voz que canta, como poucos, a dor, a saudade, a nostalgia e a melancolia sem tristeza, com uma alma, uma identidade uma dolência e um embalo muito próprios a fazer lembrar dois dos seus ídolos de infância -Bana e Cesária Évora, de boa memória! CD 21 music/Trem Azul/Sony Music

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RODRIGO SERRÃO

Date: 2017-07-03 12:25

Instrumentista de grandes atributos, exemplarmente eficaz e inspirado que possui no seu curriculum larga experiencia na música improvisada, na pop, na musica popular, no jazz e até mesmo no fado, Rodrigo Serrão, curiosamente, deu os seus primeiros passos de músico acompanhante como flautista ( flauta transversal) e contrabaixista isto até se apaixonar por um instrumento eléctrico estranho que viu pela primeira vez na Áustria, composto em 1969 por um norte-americano ( Emmet Chapman) constituído por um braço extenso e longo de 10 ou 12cordas e baptizado pelo seu criador como Chapman stick , que reproduz uma série de sonoridades como piano, harpa, contrabaixo ou guitarra e até...cravo. De instrumento estranho a familiar foi um passo que Rodrigo conseguiu dar com estudo e perseverança mercê de contactos frequentes com outros “stickistas”, contactos que assim lhe permitiram uma maior exploração das cordas e um aumentar de possibilidades no estranho instrumento que tempos depois, após uma cuidada aprendizagem e aperfeiçoamento se tornou a sua ferramenta predilecta para criar musica... Depois de insistentes pedidos de admiradores do seu trabalho e do invulgar instrumento para que fizesse um disco, isso acabaria por acontecer agora com a publicação de “Stick to the music” que nos mostra um músico versátil, com um bom gosto musical acima da média, imaginativo, inspirado e com uma linguagem musical muito própria e sui-generis a que não é certamente alheia a grande panóplia de possibilidades que o instrumento concede a quem o sabe tocar e explorar convenientemente... Projecto de invulgar qualidade tem pedaços de grande beleza estética a fazerem, em algumas passagens, lembrar belas peças instrumentais de gente como Mike Oldfield ou mesmo os Ash ra Temple de Manuel Gottsching; quanto a mim no entanto tem os seus mais altos momentos na composição “Regresso a casa(Going home)” e em “Ave Maria” onde Ana Maria Bobone vocalmente deslumbra e que acabam verdadeiramente por ser dois mágicos momentos musicais!!! CD K Branca Music

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TITO PARIS

Date: 2017-07-03 12:25

2017 é um ano marcante na música do arquipélago de Cabo Verde e particularmente na vida artística de Tito Paris pois marca o terminus de um silêncio discográfico de cerca de quinze anos por parte do artista natural do Mindelo, na ilha de São Vicente; e mais uma vez se comprova que cada novo disco do cantor, instrumentista e compositor, para alem de ser motivo de comemoração e grandes festejos, é um verdadeiro acontecimento musical não só devido à escassez da sua obra (chegam os dedos das duas mãos para contabilizar os trabalhos que até agora publicou) , mas também pela alta qualidade de que os seus projectos individuais sempre se revestem. Por outro lado há em cada edição um factor a ter em linha de conta e que suscita nos seus admiradores, e não só, uma habitual grande expectativa que é o facto de se esperar de Tito sempre o inesperado pois se sabe estar o artista, cada vez mais, um pouco à frente do seu tempo ao sonorizar e modernizar à sua maneira a musica de Cabo Verde que interpreta de modo peculiar e inconfundível sem que isso retire no entanto genuinidade e raiz às propostas que nos apresenta; é o que acontece agora em “Mim é bô” um trabalho que reafirma a sua cada vez maior universalidade e a sua veia de grande compositor, instrumentista e interprete e onde sonoramente inova ao trazer com ele para o projecto, para alem de outras inovadoras sonoridades, os trompetes dos grandes Tomás Pimentel e Diogo Duque que à sua maneira ilustram e enriquecem exemplar e eficazmente as belas melodias em que participam... Para a comemoração ser ainda maior é preciso que se saiba que o novo disco nos proporciona um sentido e profundo reencontro com a inconfundível voz do inesquecível Bana(1932-2013) no dueto “Resposta de segredo cu mar” para além de dois outros belos duetos- um com Boss AC e outro ainda com o brasileiro do Maranhão - Zeca Baleiro, que surge para grande surpresa do próprio Tito a cantar com ele em dialeto crioulo; neste novel projecto musical o cantautor cabo-verdiano mostra estar em grande forma cantando de modo expressivo, dolente, inconfundível e por vezes até nostálgico, belíssimas composições de gente como B. Leza, Jorge Humberto, Dany Mariano, Ari Duarte ou o nosso alentejano Vitorino Salomé, isto para alem de ele próprio se reafirmar mais uma vez como um inspirado e atento compositor pois assina nada menos de oito da totalidade de 13 canções do disco!!! Sonoramente atraente, instrumentalmente brilhante e vocalmente atractivo e sedutor o novo disco do cantautor cabo-verdiano vem confirmar, não só que a longa espera valeu a pena e também que a lusofonia está de parabéns e em festa pois um dos seus mais importantes e incontornáveis nomes – Tito Paris está de volta! De volta e em grande estilo !!! CD Ruela Music/Sony Music

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JORDI SAVALL

Date: 2017-07-02 10:05

Foi reeditado agora como forma de homenagem a Montserrat Figueras (1942-2011) , soprano catalã esposa de Jordi Svalll que um cancro levou prematuramente do nosso convívio há seis anos atrás, o projecto “Llibre vermell de Montserrat”, registado ao vivo na igreja del Pi de Barcelona em Novembro de 2013; trata-se de um manuscrito iluminado contendo uma série de canções da Idade Média, escrito por alturas de 1399 e que está preservado no Mosteiro de Montserrat , situado a poucos quilómetros de Barcelona e cujo nome deriva do facto de ser vermelha a cor da sua encadernação... Com textos em catalão e latim a obra foi agora regravada pelo mestre da viola de gamba acompanhado pela Capella Reial de Catalunya com o Hesperion XXI e o resultado dessa gravação pode ser encontrado num combo- CD/DVD- de altíssima qualidade onde está patente, através de cantos e danças em honra da Virgem negra toda a veneração que as gentes dedicam à mais popular e venerada santa da Catalunha, também conhecida por Mãe de Deus do Monte Serreado ou “La Moreneta” (sec.XIV). Uma verdadeira obra-prima, de reconhecido mérito musical, cultural e até religioso que é simultaneamente uma obra emblemática da música catalã actual onde brilham a grande altura o mestre Jordi Savall e seus habituais acompanhantes, companheiros inseparáveis de grandes aventuras musicais especialmente no domínio da música antiga... CD/DVD AliaVox-Megamúsica

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OS FABULOSOS TAIS QUAIS

Date: 2017-07-02 10:05

Chegou a hora de podermos ouvir e visionar no recôndito de nossas casa o resultado do espectáculo ao vivo dos Fabulosos Tais Quais que teve lugar pouco tempo após o lançamento do álbum homónimo no Teatro Tivoli em Lisboa; e se o disco já era uma festa o espectáculo transformou-se numa verdadeira romaria à portuguesa com tudo de bom e convidativo isso possa ter:- animado convívio, em que as pessoas se juntam pelo prazer do encontro e da companhia e soltam anedotas, contos populares e histórias curiosas da sabedoria popular tudo isto regado com boa música, servida em doses bem generosas de tradicionalidade e de inspiração popular, com raízes no Alentejo profundo, transmitidos através de instrumentos tradicionais como o acordeão, a viola campaniça, as violas e as percussões a que um coro afinado dá o mote para ilustração vocal da festança. O grupo de animados e divertidos comparsas - João Gil, Vitorino, Sebastião, Paulo Serafim, Tim, Paulo Ribeiro e Celina da Piedade, promete ainda muito mais e mais festa de arromba para breve... Posto isto venham mais discos e mais encontros nas tabernas ou nos palcos que o publico português anda bem precisado de musica da boa, diversão e entusiasmo para esquecer males, maleitas e maus olhados! CD/DVD Sony Music

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