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BOB DYLAN

Date: 2016-12-15 23:55

Um erro de label considerava um concerto de Manchester como sendo no RAH de Londres; agora finalmente tudo está no seu devido lugar, reposta a verdade e corrigido o erro pois acaba de ser editado um documento inédito e histórico, de uma noite musical mágica, vibrante e inesquecível da história da música popular internacional e acima de tudo o retrato dum grande concerto dum poeta, profeta e cantautor genial que, de guitarra em riste e harmónica em ebulição, na altura se estava já a evidenciar e começava a passos largos a caminhar para o estrelato e que ainda hoje em dia apesar da controvérsia que muitas vezes gera ou faz voluntariamente gerar( vide a atribuição do Nobel da Literatura) e da sua já quase proveta idade, continua sempre e inapelavelmente a denunciar o que merece ser denunciado, na sua perspectiva é claro, a dar os seus recados ao Mundo, a denunciar fragilidades, a zurzir em quem merece especialmente em políticos, corruptores e corrompidos, senhores da guerra, seus lacaios e comparsas, mas também, e acima de tudo, a dar cartas na música e a mostrar que continua aqui como verdadeiro senhor do jogo, sempre pronto para as curvas, surpreendendo cada vez mais tudo e todos... Falo do senhor Robert Zimmerman, que o mundo conhece por Bob Dylan e do duplo disco agora editado “The real Royal Albert Hall 1966 concert” que para alem de ser retrato fiel da noite de 26 de Maio de 1966 na celebre sala londrina, deu a conhecer ao mundo algumas das suas muitas pérolas musicais , que acabariam por tornar-se peças fundamentais para a compreensão da história da música popular tais como “Desolation row”, “Ballad of a thin man”, “Just like Tom thumb´s blues”,”Visions of Joanna”, “It´s all over now, baby blue”, “She belongs to me”, “Baby, let me follow you down” e acima de tudo as sensações musicais únicas e verdadeiramente estratosféricas como são sem dúvida as imortais “Just like a woman”, “Mr. tambourine man” e “Like a rolling stone” , esta para mim a melhor e mais bela canção de sempre da história da música popular norte americana e mundial!!! 2CDs Columbia/Legacy/Sony Music

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YOLANDA SOARES

Date: 2016-12-15 23:50

Tem uma maneira muito própria de interpretar e um jeito muito pessoal de abordagem aos poemas que quer cantar e, se calhar, por isso mesmo Yolanda Soares é considerada uma espécie de “ave rara” do fado; desde o seu primeiro disco – “Fado em concerto” que marca pela diferença e isso concede-lhe um estatuto de independência que nenhuma outra voz possui; por isso aborda as canções segundo as suas próprias convicções, conceitos e ideias. É uma espécie de marginal do fado não admirando portanto que amiúde suscite controvérsia e o seu trabalho seja motivo de discussão tanto mais que extravasa os cânones do fado tradicional servindo-se da sua experiência para criar uma sonoridade própria ,servida por uma carga de quase tragédia grega acentuada, a que não é alheia a influência que a ópera tem nos seus gostos pessoais. E se o seu primeiro disco gerou controvérsia, este segundo – “Royal fado” não lhe vai ficar atrás pois Yolanda, seguiu de novo as pisadas do anterior ao escolher, entre outros, uma série de temas amalianos que interpreta de modo pessoalíssimo, apesar de serem fados difíceis de cantar tanto mais que segundo ela “não são muito diferentes da ópera, já que na sua essência comportam uma carga emocional, um virtuosismo vocal e uma complexidade melódica que se poderiam associar a árias de Puccini ou Verdi”... Neste disco fadista, arrisca muito de novo entrando pelos caminhos da world music pura e dura ao ir buscar para a gravação nada menos que Claire Jones, ex-harpista oficial da casa real de Inglaterra e chegando mesmo a interpretar um tema da autoria de Ceiriog Hughes em galês!!! Extremamente selectiva, cantando melhor que nunca, Yolanda Soares pode estar orgulhosa do seu trabalho onde romantismo e tradicionalismo se cruzam na perfeição, dando um invulgar brilho às palavras de gente como Pedro Homem de Mello, Cecília Meirelles, Almada Negreiros , Luís Vaz de Camões ou José Carlos Ary dos Santos... Decididamente um disco universal!!! CD By de Music

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ANTÓNIO VASCO MORAES

Date: 2016-12-15 23:45

Quatro condições, pelo menos, são necessárias para se ser um bom fadista :- ter boa voz, boa dicção, cantar com sentimento e acima de tudo ter muito respeitinho pelo fado, pela sua história e pelos seus nomes históricos. António Vasco Mores, possui todos eles e isso é por si só já meio caminho andado para o sucesso; este seu segundo álbum “Silêncio” , onde se cruzam tradição, respeito e experiência e onde facilmente se nota o traquejo, maturidade e a vivência que só as casas de fado possibilitam, representa um grande passo em frente de um artista que só nos anos 90 se aventurou nas lides fadistas e conta actualmente com apenas dois discos gravados, numa carreira, que embora tenha começado tarde comparativamente com que habitualmente sucede, pode ainda vir a surpreender e a projectar o fadista para mais altos voos pois a qualidade que evidencia bem o justificam... Neste trabalho António Vasco arriscou mesmo cantar dois textos de sua autoria que ficam lado a lado com outras obras poéticas de gente como Maria Manuel Cid, Joaquim Pimentel, António Rocha, Amália Rodrigues, Manuel de Almeida, Tiago Torres da Silva ,etc. CD Primetime Quatro condições, pelo menos, são necessárias para se ser um bom fadista :- ter boa voz, boa dicção, cantar com sentimento e acima de tudo ter muito respeitinho pelo fado, pela sua história e pelos seus nomes históricos.António Vasco Mores, possui todos eles e isso é por si só já meio caminho andado para o sucesso; este seu segundo álbum “Silêncio” , onde se cruzam tradição, respeito e experiência e onde facilmente se nota o traquejo, maturidade e a vivência que só as casas de fado possibilitam, representa um grande passo em frente de um artista que só nos anos 90 se aventurou nas lides fadistas e conta actualmente com apenas dois discos gravados, numa carreira, que embora tenha começado tarde comparativamente com que habitualmente sucede, pode ainda vir a surpreender e a projectar o fadista para mais altos voos pois a qualidade que evidencia bem o justificam...Neste trabalho António Vasco arriscou mesmo cantar dois textos de sua autoria que ficam lado a lado com outras obras poéticas de gente como Maria Manuel Cid, Joaquim Pimentel, António Rocha, Amália Rodrigues, Manuel de Almeida, Tiago Torres da Silva, etc. CD Primetime

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JOANA RIOS

Date: 2016-12-15 23:40

Tem uma voz com características acentuadamente ecléticas e isso mesmo permite-lhe estar à vontade a cantar seja reportório de jazz ou da música clássica, onde até já navegou, mas é no fado que ela melhor se movimenta e onde a sua voz ganha maior amplitude e projecção. “Fado de cada um” marca a sua estreia como fadista e nele vamos poder escutá-la dando nova vida a composições assinadas por gente como Alberto Janes, Alfredo Marceneiro, Reinaldo Varela, José Luís Gordo, Nóbrega e Sousa, Carlos Heitor da Fonseca, Jaime Santos ,Frederico de Freitas, João de Bragança, etc. E aqui está a prova provada de que quem procura bem sempre encontra boas composições não sendo necessário recorrer-se, como ultimamente amiúde tem acontecido com outros artistas, a autores brasileiros ( que pouco ou nada mesmo tem a ver com o nosso fado, a sua história e mais importante que tudo com o seu significado e essência) na procura de reportório para cantar!!! Fado é uma coisa, adaptações de canções brasileiras para fado é outra coisa completamente diferente no conteúdo, sentimento, memoria e...portugalidade! Fadista residente no conhecido Pateo Alfacinha, Joana Rios merece bem uma visita a este típico local de fado para melhor se aquilatar das suas capacidades interpretativas e voz... Ouvi-la, certamente vai valer bem a pena!!! CD Andorinha fadista

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KATE BUSH

Date: 2016-12-15 23:35

Um regresso aos discos verdadeiramente inesperado que marca também o fim do período de silêncio de vários anos que a si própria e aos seus admiradores impôs; falamos de Kate Bush que durante trinta e cinco anos não pisou um palco e já era vista durante muito tempo pela critica e mesmo pelo público, mais uma artista de gravações que de actuações ao vivo! Apesar das muitas especulações que foram surgindo um pouco por toda a parte, segundo a artista, esse interregno aconteceu por acaso simplesmente, não foi premeditado; o que interessa é que a grande voz britânica regressou triunfante aos palcos em 2014 com nada menos de 22 concertos (conforme as lotações iam esgotando, novas datas iam sendo agendadas) e dessa autêntica maratona de actuações ao vivo resultou um triplo disco, que agora vê edição, e está dividido em três actos, correspondendo cada um deles a uma fase distinta da carreira de Kate... Intitulado “Before the Dawn” reúne 29 canções, algumas delas notórios sucessos dos tops mundiais; mesmo nas versões ao vivo Kate denota ainda um perfeccionismo e um estilo pessoal de cantar muito próprios até porque é dona de uma voz envolvente e carismática e mantém intactas todas as características que fizeram dela uma voz de eleição e uma das maiores estrelas mundiais da música pop. Magia e perfeccionismo estão bem patentes neste projecto que resume as vinte e duas noites de glória e deslumbramento como foram sem dúvida as do célebre London´s Hammersmith Apollo no quente Agosto de há dois anos atrás e de que infelizmente, pelo menos por agora, não há ainda registo visual em DVD ou Bluray... 3CDs Parlophne/Warner Music

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