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Doação do Espólio de discos de 78 rpm de José Moças à Universidade de Aveiro

No dia 17 de dezembro, na cerimónia de comemoração do 39º aniversário da UA, foi assinado o protocolo com o editor e colecionador José Moças para o tratamento, classificação e digitalização de um espólio de cerca de 6.000 discos de música portuguesa em 78 rpm (música tradicional, música para teatro, música erudita, etc.) editados entre 1900 e 1950 (incluindo quatro discos que foram gravados no Porto, em 1900, no âmbito da primeira viagem dos emissários de Emile Berliner para promover o gramofone na Europa).

Espólio

No dia 17 de dezembro, na cerimónia de comemoração do 39º aniversário da UA, foi assinado o protocolo com o editor e colecionador José Moças para o tratamento, classificação e digitalização de um espólio de cerca de 6.000 discos de música portuguesa em 78 rpm (música tradicional, música para teatro, música erudita, etc.) editados entre 1900 e 1950 (incluindo quatro discos que foram gravados no Porto, em 1900, no âmbito da primeira viagem dos emissários de Emile Berliner para promover o gramofone na Europa).

A escolha da UA resulta, no discurso de José Moças, de três razões: “A primeira resulta de uma amizade enorme com a Dr.ª Susana Sardo, com a sua omnipresente disponibilidade e a sua extraordinária capacidade e inteligência. A segunda razão é a própria Universidade de Aveiro, onde encontro a garantia e compromisso de tornar útil o meu espólio, colocando-o ao serviço do conhecimento, da cultura e da juventude do meu país, produzindo investigação e teses de mestrado ou doutoramento. O meu país precisa de conhecer os protagonistas, autores, compositores e intérpretes de uma época essencial da nossa história da música. A terceira pela forma entusiasta com que fui recebido pelo Emérito Reitor desta Universidade, quando tomei a decisão da doação.”

Não menos importante foi a sua convicção de que “…em conjunto podermos produzir uma memorável série de livros e discos…” e a promessa de novas doações, nomeadamente um fundo discográfico ligado a Amália Rodrigues porque “Esta é a minha herança ou presente, neste caso à Universidade de Aveiro e ao meu país.”
Para a concretização deste projeto a UA contou ainda com a participação da Fundação Calouste Gulbenkian que financiou o equipamento necessário para o tratamento destas unidades e o curso de formação de três técnicos dos SBIDM.
O tratamento técnico deste fundo iniciar-se-á em 2013 e ficará a cargo dos SBIDM. Haverá, no entanto, uma colaboração estreita com o DECA, nomeadamente no uso do estúdio dos compositores para a passagem dos discos a formato digital.
Espera-se que, no futuro, a importância deste fundo suscite a particular atenção dos investigadores e alunos do DECA e do Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança da UA, embora também se pretenda que investigadores e alunos externos possam desenvolver projetos de investigação.
Esta doação foi já noticiada no Jornal @ua_online, na Linhas: Revista da Universidade de Aveiro (Nº 18) e no Diário as Beiras.

Excerto retirado da SBIDM - Universidade de Aveiro - Folha Interna nº 39 de Nov-Dez 2012

 

Veja também a entrevista dada por José Moças à Universidade de Aveiro, para a publicação acima referida.


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