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VOZES E SONS DE COIMBRA - 1926 a 1929

Amostras

  • 1 ANTÓNIO MENANO-Fado do Alentejo.mp3
  • 2 JOSÉ PARADELA D´OLIVEIRA-Fado da Sé Velha.mp3
  • 3 ARTUR PAREDES-Variações em Ré Menor.mp3
  • 4 EDMUNDO BETTENCOURT-Samaritana.mp3
  • 5 LUCAS RODRIGUES JUNOT-Fado de Santa Clara.mp3
  • 6 EDMUNDO BETTENCOURT-Crucificado.mp3
  • 7 ANTÓNIO MENANO-Fado Choupal.mp3
  • 8 EDMUNDO BETTENCOURT-Fado Da Sugestao.mp3
  • 9 LUCAS RODRIGUES JUNOT-Fado Sepulveda.mp3
  • 10 EDMUNDO BETTENCOURT-Fado Da Santa Cruz.mp3
  • 11 ANTÓNIO BATOQUE-Fado De Coimbra No. 6.mp3
  • 12 EDMUNDO BETTENCOURT-Saudadinha.mp3
  • 13 ARTUR PAREDES-Bailados Do Minho.mp3
  • 14 EDMUNDO BETTENCOURT-Mar Alto.mp3
  • 15 LUCAS RODRIGUES JUNOT-Fado De Coimbra.mp3
  • 16 EDMUNDO BETTENCOURT-Cancao Do Alentejo.mp3
  • 17 JOSÉ PARADELA D´OLIVEIRA-Fado De Santa Cruz.mp3
  • 18 EDMUNDO BETTENCOURT-Menina E Moca.mp3
  • 19 LUCAS RODRIGUES JUNOT-Fado Dos Passarinhos.mp3
  • 20 ANTÓNIO MENANO-Fado do Hilário.mp3
  • 21 EDMUNDO BETTENCOURT-Cancao Da Beira Baixa.mp3

ARQUIVOS DO FADO

gravações digitalizadas de discos de 78 rotações (alguns da colecção de José Moças)

A Canção de Coimbra é um género artístico expressivo surgido no século XIX e consolidado no século XX, que se encontra profundamente inscrito no imaginário académico e popular. Nos meios estudantis, materializa-se através de ritos como a serenata, de recitais de palco e salão e de prestações vocais e instrumentais. Está associada a uma paisagem sonora fortemente delimitada por vocalizações ariosas e pelos sons da Guitarra de Coimbra. O instrumento liderante de acompanhamento solístico deste género artístico é a Guitarra de Coimbra. Trata-se de um cordofone estabilizado por volta de 1940, em termos de ergonomia e de sonoridade, fruto do trabalho desenvolvido pelo executante Artur Paredes em colaboração com os luthiers Raul Simões e Joaquim Grácio. A Guitarra de Coimbra tem afinação própria, técnicas de interpretação específicas e está associada a um vasto reportório vocal e instrumental que abrange música de serenata, música instrumental e música rural e urbana. Nos últimos quarenta anos, a Guitarra de Coimbra passou também a ser utilizada em mais de 50% de contextos associados ao Fado profissional de Lisboa e é ensinada em diversas escolas e nos conservatórios de música de Coimbra e do Porto.

VOZES E SONS DE COIMBRA - 1926 a 1929

12,50 €

VOZES E SONS DE COIMBRA em mp3

7,50 €

Em meados da década de 1920 as editoras fonográficas internacionais redescobrem o mercado português e passam a incluir nos seus catálogos registos sonoros ilustrativos de práticas musicais regionais expressivas desenvolvidas por profissionais e por amadores.

A Canção de Coimbra era, à época, um género artístico performativo praticado por amadores, incluindo estudantes da Universidade de Coimbra e membros da comunidade popular coimbrã. O comércio de partituras impressas, a indústria fonográfica de inícios do século XX, as digressões de estudantes a Espanha, França e Brasil, e as tournées de companhias portuguesas de teatro ao Brasil tinham contribuído para a internacionalização da Canção de Coimbra no período da Belle Époque.

Percebida como um género ecléctico associado a mecanismos de transmissão oral, a Canção de Coimbra era comunicada através de serenatas de cortejamento amoroso, de serenatas festivas, de recitais artísticos, de convívios de salão, de partituras e de fonogramas. Nos meios estudantis predominavam as formações juvenis masculinas, constituídas por cantores (tenores e barítonos) e executantes de instrumentos (guitarras e violas).