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ERCÍLIA COSTA - "A SANTA DO FADO" - 1929 e 1930

Amostras

  • 1 FADO DA ALFAMA.mp3
  • 2 FADO DO PASSADO.mp3
  • 3 O MEU FILHO.mp3
  • 4 FADO TANGO.mp3
  • 5 NEGROS TRACOS.mp3
  • 6 DESILUSAO.mp3
  • 7 FADO CORRIDO.mp3
  • 8 UM DESGOSTO.mp3
  • 9 FADO LISBOA.mp3
  • 10 A MINHA VIDA.mp3
  • 11 FADO AIDA.mp3
  • 12 FADO DOIS TONS.mp3
  • 13 FADO ERCILIA.mp3
  • 14 FADO SEM PERNAS.mp3
  • 15 A DESGARRADA.mp3
  • 16 FADO DE MOURARIA.mp3
  • 17 MEU TORMENTO.mp3
  • 18 SAUDADES QUE MATAM.mp3
  • 19 O FILHO CEGUINHO.mp3
  • 20 DUAS GLORIAS.mp3

ARQUIVOS DO FADO

gravações digitalizadas de discos de 78 rotações da colecção de José Moças

A nova série dos ARQUIVOS DO FADO contém um disco dedicado a Ercília Costa. Mais precisamente com, segundo a investigação feita, exactamente os primeiros fados por ela gravados, dois em Lisboa em 1929, respectivamente Fado de Alfama e Fado do Passado, e dezoito em Madrid, gravados em 1930. A informação disponível, na investigação fonográfica feita, permite o conhecimento de um conjunto de dados considerável, embora nem sempre referido de modo sistemático. Assim, para cada fonograma, conhece-se no geral o nome pelo qual foi denominado, variando entre a designação do fado ou o título do poema referido (Fado Tango num caso, Negros Traços num outro); o local e o ano da gravação; os autores da música e da letra; o nome da editora; o código da matriz de gravação e finalmente o nome dos intérpretes.


ERCÍLIA COSTA - "A SANTA DO FADO"

12,50 €

ERCÍLIA COSTA - "A SANTA DO FADO" em MP3

7,50 €

As Primeiras Gravações de Ercília Costa datam de 1929 e de 1930, tinha então a fadista respectivamente 27 e 28 anos.
Nas suas primeiras gravações, Ercília Costa canta, no Fado da Alfama, “… as vielas tristes, lúgubres e desprezadas…” que “…aos poucos minha Alfama vai morrendo”; e cultiva, no Fado do Passado, a exaltação dos nomes femininos de Severa, Cesária e Maria Vitória. Ercília, então no elenco da companhia do Teatro Maria Vitória conquistara já grande fama. Conhecida como a “Santa do Fado”, desempenhou um papel fundamental na cristalização do uso do fado na Revista à Portuguesa, na fase em que esta incorporava elementos da estética modernista, especialmente nos seus aspectos visuais. A famosa cena de fado “Lisboa Casta Princesa” na Revista “O Canto da Cigarra”, representando uma escadaria de Alfama ladeada por duas filas de coristas empunhando guitarras e com Ercília a cantar no centro, supostamente acompanhando-se à guitarra, aqui relembrada na faixa nove com o Fado de Lisboa, ficou célebre, em 1931 no Teatro Variedades. O Fado conquistava então o espaço do “fim de festa” nos palcos de teatro musical da época em Lisboa. No mesmo ano de 1931, o primeiro filme sonoro em Portugal, da autoria de Leitão de Barros, Severa, sublinhava o culto passadista do fado.