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A VIAGEM DOS SONS – MOÇAMBIQUE – MAKAYELA

Amostras

  • 01 Satana.mp3
  • 02 Atiku Dzezu.mp3
  • 03 Davula Mananga.mp3
  • 04 Psinuyane.mp3
  • 05 Hi Mani Leyi a Psitiwaka.mp3
  • 06 Watsongwani Wa Masiku Lawa.mp3
  • 07 Hé Nwina Masungukate.mp3
  • 08 A Mahanyele.mp3
  • 09 TinDJombo.mp3
  • 10 Tiwoneleni Ka Maputso.mp3
  • 11 Wana Wa Mocambique.mp3
  • 12 Ghogho Mandela.mp3
  • 13 Satana.mp3
  • 14 Famba Teresa.mp3
  • 15 A Hi Tiwoneleni A Wayiwi.mp3
  • 16 Tatana Wa Watsongwana.mp3
  • 17 Xitimela Ka Manhica.mp3

COLEÇÃO DO PAVILHÃO DE PORTUGAL DA EXPO98

Edição de luxo em digipak com livreto bilingue (português e ingles) de 72 páginas a cores.

A makwayela é um modo expressivo que desempenhou um importante papel no universe da cultura do Sul de Moçambique. Inclui o canto, a dança, a literatura oral e o trajo elaborado. Trata-se de um modo desempenhado por grupos de homens (embora excepcionalmente as mulheres também possam participar) que se apresentam nos bairros de Maputo e nas pequenas localidades do Sul. Os textos da makwayela revelam um carácter socialmente integrativo, e estão cheios de pequenas parábolas e alegorias. Referem-se à família, à saúde e à doença, à religião, ao casamento, à guerra, à morte. É enorme a sua importância como meio de regulação nas famílias, nos locais de trabalho, no divertimento, e na sociedade moçambicana em geral. Com excepções, as canções da makwayela apontam as regras da conduta socialmente aceite e desejada. São um elemento funcional na cultura desta região de África.

A VIAGEM DOS SONS – MOÇAMBIQUE – MAKAYELA

15,00 €

A VIAGEM DOS SONS – MOÇAMBIQUE em MP3

5,00 €

A makwayela nasceu e desenvolveu-se de acordo com condicionantes históricas da África Sul-Oriental, e Moçambicana em particular. Mais do que qualquer outro modo expressivo, a Makwayela reflecte os acontecimentos históricos que formaram a moderna sociedade moçambicana, e transformaram Moçambique numa peça importante para o sistema económico da África Austral. O seu itinerário histórico inclui uma génese que ocorreu nos anos em que se estabeleceram os itinerários migratórios de Moçambique para o Transvaal; a expansão na cidade de Lourenço Marques quando aí se estabeleceu um grande número de migrantes retornados do Transvaal; o seu enorme crescimento quando foi adoptada e alimentada como um símbolo nacional – ao longo  da Primeira República (1975 ); e o seu declínio com o advento da Segunda República (1988), quando ocorreram grandes mudanças no sistema económico moçambicano e o estado deixou de patrocinar a makwayela.

A makwayela desempenhou um papel importante na expressão e articulação da identidade nacional. Evidenciava propriedades incorporativas que permitiram a sua utilização como um instrumento ideológico sincrético. Tais propriedades correspondiam aos paradigmas fundamentais para a existência de Moçambique como uma nação Africana: a makwayela, tal como o país, era moderna, africana mas não exclusivamente, comunal, e proletária.

O papel do comportamento expressivo como resposta adaptativa à mudança no Sul de Moçambique é esclarecido pelo estudo da performação coral. Assim, a performação de determinados modos expressivos pode ser entendida de duas maneiras diferentes como uma estratégia para operar num novo ambiente. Em primeiro lugar, a performação coral funciona como uma estratégia de solidariedade funcional tanto para os cantores como para as audiências, uma vez que uma experiência histórica e emocional comum é canalizada através de sensações visuais, sónicas e motoras. Em Segundo lugar, os grupos corais em Maputo agem como associações voluntárias que ajudam a promover os percursos migratórios e a adaptar os migrantes urbanos à realidade cultural, económica e social da cidade. Se por um lado os novos urbanistas se encontram limitados e condicionados, por outro lado estes grupos fornecem um espaço essencial para interacção pessoal e integração urbana. A operação das redes dos grupos, e o seu modo de acção na sociedade, providenciam aos recém-chegados os instrumentos necessários para poderem operar dentro dos condicionamentos física e socialmente impostos por um novo meio.

Mais discos (tradicional)

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A VIAGEM DOS SONS – MOÇAMBIQUE – MAKAYELA

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ALEMTEJO - UM SÉCULO DE SOM

ALGARVE

AS TRADIÇÕES PORTUGUESAS EM FRANÇA

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AS TUNAS DO MARÃO CD 4

AT-TAMBUR

AUTO DA FONTE DOS AMORES

BRAGA NA TRADIÇÃO MUSICAL

CANCIONEIRO DO CANTE ALENTEJANO

CANTIGAS DE MAREAR – CORAL DINAMENE

CONJUNTO JOÃO DOMINGOS - AO VIVO EM MACAU

DANÇAS POPULARES DO CORPUS CHRISTI DE PENAFIEL

DANIEL PEREIRA - CAVAQUINHO CANTADO

DECANTADO

EKVAT – GOEAN PAUTOCH

FILHOS DE TIMOR LESTE

GOA - MACAU - TIMOR

GRUPO CORAL DE PORTIMÃO

GRUPO FOLCLÓRICO DA CASA DO POVO DE MARTIM

GRUPO FOLCLÓRICO DE VILA VERDE - CD

INFLUÊNCIAS

ISABEL SILVESTRE

JOAQUIM ROQUE

MACAU

MAIO MOÇO

MANUEL DIAS NUNES

MEUS OLHOS VAN PER LO MAR – CORAL DINAMENE

MICHEL GIACOMETTI - O LADRÃO DO SADO

MICHEL GIACOMETTI - UMA LONGA MILITÂNCIA

NOVAS VOS TRAGO

O BAILE DA CAMACHA – A ORIGEM E A HISTÓRIA

O Cavaquinho do Amadeu

RAÍZES

RAÍZES MUSICAIS DE VINHAIS

TRADIÇÕES MUSICAIS DA ESTREMADURA CD 1

TRADIÇÕES MUSICAIS DA ESTREMADURA CD 2

TRADIÇOES MUSICAIS DA ESTREMADURA CD 3

TUNA MACAENSE

VOZES E RITMOS DO ORIENTE