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A ORIGEM DO FADO

Autor: Tradisom

Livro de capa dura com 550 páginas a cores em papel couché, contendo 4 CDS com mais de 4 horas de música!

de JOSÉ ALBERTO SARDINHA

"O fado, nos seus primórdios, representou o último estádio do romanceiro tradicional", o qual "ao longo dos séculos (...) foi perdendo o carácter épico inicial e foi-se progressivamente novelizando até versar quase exclusivamente assuntos de carácter amoroso ou trágico-sentimental", tendo como agente criador e difusor dos músicos e cegos mendicantes que, "nas vilas e cidades, nas aldeias, nas feiras, festas e romarias", o interpretaram e popularizaram. Matéria de agora em diante de referência obrigatória, o mínimo que se pode desejar é que "A Origem do Fado" constítua um novo ponto de partida para o debate sobre tema tão simbolicamente sensível. João Lisboa, in Expresso

A ORIGEM DO FADO

60,00 €
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As origens do Fado andam envoltas em mistério. Há quem acredite que o Fado nasceu no Brasil, em África, no mar ao sabor das ondas, ou que nos chegou trazido pelos árabes!

Afinal a sua origem é simplesmente portuguesa, verdadeiramente portuguesa, essa convicção e a tese do autor.

Através de uma investigação séria, rigorosa, profunda e consistente junto das comunidades rurais de todas as províncias, o autor descobriu os resquícios de uma antiquíssima tradição poético-musical comum a todo o país (aldeias, vilas e cidades, incluindo Lisboa), que constitui a génese do Fado: o canto narrativo, que vem desde o séc.XVI representado pelo romanceiro novelesco tradicional e que chegou aos nossos dias através dos músicos ambulantes entre ao quais os ceguinhos da tradição popular, que cantavam pelas feiras e ruas de todo o país os últimos acontecimentos que impressionavam o seu auditório: os crimes, as desgraças, as tragédias, as vidas da gente comum, que o mesmo é dizer os fados da gente comum.

São esses os fados primitivos (a que pejorativamente se chama fados da desgraçadinha ou de faca e alguidar), é aí que se situa a origem, a raiz do Fado.

O livro possui 550 páginas, amplamente ilustrado com fotografias a cores, e é acompanhado com quatro CDs, contendo recolhas musicais feitas pelo autor junto das comunidades rurais de todo o país, últimas depositárias desses cantos narrativos das feiras, afinal o fado primitivo ou originário.

Esta edição é um acontecimento de enorme importância para a Cultura Popular Portuguesa.