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JOÃO FARINHA & FADO AO CENTRO
Enquanto na área do fado de Lisboa propriamente dito se sucedem a um ritmo quase vertiginoso os lançamentos ,no campo específico da canção de Coimbra são esporádicas as edições pelo que qualquer novo disco que surja ou aparece interpretado por algum dos poucos nomes sonantes e consagrados ainda vivos ( aqueles a quem muitos chamam dinossauros, no bom sentido entenda-se!) ou passa despercebido ou então mesmo é pouco menos que injustamente ignorado pelos media o que significa muitas vezes que pouca gente dá pelo disco ou sequer sabe da sua existência! Vem este desabafo a propósito do lançamento de “Sim” na voz de um estreante nas gravações a solo - João Farinha que nele e ao longo de 14 composições com elas percorre aquilo que ele próprio entende como sendo um novo rumo para o fado coimbrão percurso que vem ensaiando e percorre há alguns anos e que tem a ver com uma nova sonoridade ,diferentes instrumentos e acima de tudo uma nova abordagem à canção/balada da sempre bela cidade do antigo basófias - o rio Mondego. Dono de uma voz singular e tendo como fio condutor em termos poéticos o amor , a eterna saudade e as mágoas, atributos desde sempre tão comuns à canção coimbrã o jovem fadista revela-se um interprete seguro ,que procura com afinco, serenidade e um certo talento a maioridade vocal e que apesar de estreante na canção revela predicados de quem tem já algum traquejo no cantar ;um elenco de luxo constituído entre outros por Florbela Espanca , David Mourão Ferreira , Eugénio de Andrade , José Carlos Ary dos Santos ,Mário Cesariny , Antero de Quental e Fernando Pessoa são alguns dos grandes poetas escolhidos para abrilhantarem poeticamente o projecto através de uma série de belíssimas obras criteriosamente escolhidas entre a imensidão de hipóteses que cada um dos poetas podia proporcionar e que acabam por servir de trampolim e montra auditiva para revelar João Farinha & Fado ao Centro como uma das mais radiosas esperanças da eterna canção de Coimbra de que os estudantes e suas capas negras são o ex-libris , afinal de contas uma música que ao longo dos tempos tem conseguido dar outra expressão , quiçá mais universalista até ,a palavras como sentimento ,saudade ,amor , mágoa e resistência . CD Fado ao Centro records
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SAZ´ISO
Desde há vários alguns anos que as músicas rurais especialmente as oriundas dos sítios mais recônditos do Planeta tem surgido à luz do dia, muito em parte devido à acção de divulgação de inúmeros pesquisadores que por profissão ou por paixão lhe tem proporcionado através de concertos ou gravações uma mais que merecida montra pública ,visibilidade essa que muitos dos músicos e cantores dessa área julgaram nunca ser possível de conseguir; essa mesma divulgação tem ocasionado o contacto com algumas autênticas preciosidades sonoras e vocais facto que assim tem simultaneamente permitido aumentar substancialmente os catálogos e o numero de artistas no campo das musicas do Mundo , sendo mais notório esse incremento em termos europeus especialmente com origem na Europa de Leste... Entre as mais diversas surpresas devemos destacar os Saz´iso ,já considerados pela critica especializada mundial como um dos mais surpreendentes grupos ,que no entanto são porém muito mais que uma surpresa ou uma revelação, pois com um único disco gravado se afirmam já como um grupo de uma polivalência vocal acima da média que desenvolve incríveis polifonias e através delas seduz e arrebata as audiências com uma incrível facilidade e um enorme talento. Esse seu primeiro disco co-produzido por Joe Boyd que regista no seu valioso curriculum colaborações com gente como os Pink Floyd , REM , Nick Drake ou Taj Mahal , entre outros ,explica não só a grande qualidade do trabalho de Boyd ,mas também porque é que os seus serviços são amiudadas vezes requisitados por outros grandes nomes da música contemporânea de diferentes áreas e estilos ; no projecto “At least wave your handkerchief at me” o referido primeiro disco dos Saz´iso o produtor conseguiu trazer à tona da água uma série de canções que constituem um verdadeiro e valioso tesouro musical onde ao longo de 15 diferentes composições desenvolvem um profundo trabalho poético e musical falando de amores e desamores , memorias e lamentos, perdas e conquistas ,tragédias e corações partidos e acima de tudo mostrando um pouco da riqueza musical e tradições existentes no sul da Albânia que cada vez mais se reafirma como um verdadeiro alfobre de polifonias folk a que agora e cada vez mais há que dar o devido valor ;um projecto surpreendente , com uma inquestionável qualidade que revela para alem de várias vozes soberbas uma mão cheia de instrumentistas de invulgar talento e virtuosismo... CD Glitter beat/Megamúsica
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BRAD MELDHAU
O impensável acontece muitas vezes quando menos se espera; quem diria que o renomado pianista de jazz Brad Meldhau apareceria um dia ligado a um projecto de musica erudita, mais concretamente ao difícil reportório de J.S. Bach ? Mas a verdade é que isso aconteceu e para prová-lo aí está o projecto “After Bach” talvez o mais complexo e estranho projecto da sua carreira onde o instrumentista dá provas de uma vitalidade e intensidade notáveis ao longo de 12 composições sendo cinco delas da autoria de Johann Sebastian Bach e as restantes sete idealizadas pelo instrumentista norte-americano que se inspirou na música do próprio Bach para as criar e desenvolver e convenhamos que não é para qualquer um o risco de interpretar fugas e prelúdios de “O cravo bem temperado” ; é preciso na realidade ser-se um extraordinário pianista para alguém fora da área erudita arriscar interpretar este tipo de reportório. O resultado final é porém deslumbrante com Meldhau no apogeu de sua criatividade e talento numa autentica aventura labiríntica pela obra de Bah onde simplicidade e virtuosismo andam de mãos dadas para extasiar qualquer um mesmo que seja um purista de Bach!!! CD Nonesuch /Warner Music
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JOYCE DiDONATO
Unanimemente consagrada como uma das melhores mezzo-sopranos mundiais Joyce DiDonato está de regresso com o registo de um notável concerto no Liceo de Barcelona em 4 de Junho do ano passado e que foi dividido em duas fases distintas – Guerra e Paz ; nele Joyce ,interpretando como só ela sabe composições de tão diversos e distintos compositores como são Haendel , Purcell , Gesualdo , Monteverdi ,Jommelli ou R. Strauss entre outros ,brilha a grande altura e deslumbra... O projecto tem muito a ver com a ideia da soprano de pretender fazer algo que conjugasse os dois temas especialmente depois dos infelizmente célebres atentados de Paris e daí a ideia da gravação se ter transformado depois numa obra teatral ; o projecto marca o regresso da cantora ao reportório barroco e apesar de certa critica se ter preocupado mais em assinalar certas diferenças estéticas e de reportório entre o disco e o posterior DVD , que considera de qualidade superior ,a verdade é que o sucesso geral do projecto é por demais evidente como o provou a recente apresentação na Gulbenkian em que se mostrou quase a totalidade do conteúdo do DVD ( sem os belíssimos extras que este inclui claro)e onde obteve um assinalável êxito. Obra conceptual de grande envergadura musical e instrumental com Donato no auge da sua forma demonstrando toda a plasticidade da sua fabulosa voz “In war&peace” é uma verdadeira obra de arte ,rigorosa , inspirada e acima de tudo vocalmente soberba!!! DVD Erato/Warner classics/ Warner Music
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TAMIKREST
A geração musical tuareg está de volta às gravações com um disco verdadeiramente notável, uma obra que constitui uma autentica rebelião sonora que um naipe de instrumentistas valoriza sobremaneira mercê de uma execução perfeita e uma capacidade inventiva assinalável atributos que afinal de contas sempre continuam a ser os cartões de visita perfeitos dos grupos e artistas a solo que integram uma área musical a que há tempos atrás se convencionou chamar desert blues... Segundo os intervenientes deste projecto o disco pretende sob a forma de musica evocar e especialmente denunciar todos os sofrimentos , atrocidades e manipulações de que foram vitimas as populações do deserto ao longo dos tempos de ocupação especialmente as de uma região chamada Kidal por parte essencialmente do exército francês que a subjugou durante os anos de 1916 e 1917 ; um verdadeiro projecto de resistência que é simultaneamente um alerta e uma denuncia ao jugo que amiudadas vezes é imposto aos povos menos poderosos ,e muitas vezes pouco menos que indefesos ,por opressores e dominadores com maior poder belicista e que assim impõem pela força das armas a lei do quero, posso ,mando e...domino! Veja-se por exemplo o que se passa há anos no Tibete e entenda-se melhor o que na realidade é em profundidade o...colonialismo bélico! De uma riqueza melódica que cativa e encanta ,com onze composições que certamente vão agradar aos mais exigentes e cuja franja vai estender-se desde os fans dos alemães Can e dos Ashra Temple até aos mais dedicados admiradores dos Pink Floyd , “Kidal” é uma obra cheia de magia e beleza onde impera um certo experimentalismo rítmico só ao alcance de músicos de grande craveira como é o caso do presente septeto que assim mantém viva a chama do rock do deserto! CD Glitter beat /Megamúsica
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JOHN LEE HOOKER
Batalhou arduamente durante anos pelejando pela sua dama –os blues do delta e pelo reconhecimento do seu valor como cantor/interprete e bluesman ;porém só em 1948 , quando contava já trinta anos de vida e quase vinte de actividade como guitarrista ,conseguiu ser finalmente apreciado como um artista da mais fina estirpe e um cantautor de mérito quando editou o êxito “Boogie chillen`” e simultaneamente conquistou tabelas de vendas , publico e... palcos. Quando por volta dos anos 60 atingiu o cume e o lugar cimeiro no panorama folk/blues , pode dizer-se que J.L. Hooker ( 1912-2001) devia isso somente a si próprio e ao seu valor ; todavia o melhor estava ainda para chegar não só quando começou a ser apelido de prodígio dos blues ,como quando conquistou um Grammy e quando gravou “The healer” , um disco portentoso em que surge acompanhado entre outros por Keith Richards ( Rolling Stones) e Carlos Santana num trabalho que a critica chegou a considerar mesmo o apogeu de uma carreira !!! Ao longo da sua vida musical JLH gravou mais de 500 composições espalhadas por mais de 100 discos , números que atestam a sua grande capacidade de criação e agora em jeito de homenagem a uma das maiores figuras do blues , nas suas mais diferentes variantes (blues eléctrico /delta blues/ country blues /Detroit blues / boogie blues) chega “Boogie chillen´- 50 original all-time classics” dupla compilação que agrupa um número significativo de composições de sucesso do grande guitarrista negro ,nativo das terras do Mississipi ,tais como o tema-título ,“Baby, please don´t go” , “Hobo blues”, “I love you honey “ , “Sugar Mama” , “One of these days”, “Good mornin´ lil school girl” , “Baby I´m gonna miss you” ou “Tupelo” ; quando há dezassete anos deixou o nosso convívio ainda compunha , embora esporadicamente e era até dono de um clube musical nocturno em S. Francisco e apesar desse lamentável desaparecimento , o mítico musico e cantor deixou-nos uma obra impar ,genial ,verdadeiro testamento musical de um génio , representado por uma vasta e riquíssima obra em disco e por versões de canções suas , algumas absolutamente inesquecíveis ,interpretadas por gente de grande prestigio musical tais como Eric Burdon , Canned Heat , Bonnie Raitt , Van Morrison ,The Rolling Stones , B.B. King , Bob Dylan ou The Animals ,entre muitos outros e que afinal de contas constituem um legado extraordinário! 2CDs Soul Jam /Distrijazz
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BERNARDO LOBO
Costuma dizer o povo com a sua infinita e sábia verdade que “filho de peixe sabe nadar” e se calhar nunca tão acertado foi o provérbio como no caso particular de um novel nome da música popular contemporânea sediado em Portugal que é filho de uma das mais míticas e populares figuras da MPB – o grande Edu Lobo ; com efeito Bernardo Lobo, que deixou de usar a designação artística de Bena porque foi conhecido durante muitos anos para usar finalmente o seu nome próprio ,é filho de um dos gigantes da música popular brasileira de quem herdou um enorme talento , uma grande expressividade vocal e acima de tudo uma rica e prestigiante musicalidade. A residir desde há dois anos no nosso País , Bernardo acaba de lançar através da Biscoito Fino , uma das mais prestigiadas editoras do Brasil ,o seu sexto trabalho a solo –“C´alma” quebrando assim um silêncio discográfico de seis anos quando na altura ( 2012) editou o belíssimo projecto ”Ventania”. Produzido por Pierre Aderne ,outro reconhecido nome do panorama musical do imenso país verde-amarelo a residir também em Portugal ,o novo disco ,que constitui uma agradável surpresa pela sua alta qualidade, mistura com exemplar perfeição ,inteligência e saber ,as nuances rítmicas e sonoras de composições do cancioneiro nordestino com a música de expressão portuguesa especialmente com as cambiantes musicais do fado de que a composição “Essas noites” é o mais brilhante exemplo. Em termos de influências pode bem dizer-se que aqui as musicalidades e estilos de Brasil , Portugal e Cabo Verde se uniram em verdadeira comunhão e deram as mãos para criar uma atmosfera sonora única e intemporal onde fado e bossa nova casam na perfeição com a dolência da morna para criar uma mão cheia de belas composições onde o grande destaque vai quanto a mim para as inspiradas “A barca dos corações partidos” , “Terra à vista” e a atrás citada “Essas noites” que constituem sem sombra de dúvida ( e aqui conta muito o gosto pessoal de cada individuo) os momentos mais altos de um disco exemplarmente bem cantado em que o trabalho de produção também merece os mais rasgados elogios e onde os instrumentos de sopro criaram uma cama sonora e rítmica de assinalável alto nível que sem dúvida serve para elevar ao máximo a qualidade intrínseca de cada composição; um trabalho inspirado que vem desde já abrir o apetite para futuras edições discográficas ;cá ficamos à espera ! CD Biscoito fino /Distrijazz
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DONA ONETE
A grande dama da canção da Amazonia apareceu como um cometa no panorama da musica brasileira e na área das musicas do Mundo gravando algumas das mais belas composições da região do rio Amazonas ( a sua região natal ) a que adicionou ainda uma série de carimbós , bangués ,canções de boi-bumbá e canções bregas ritmos que afinal de contas fazem parte do seu dia-a-dia musical e do seu habitual reportório de palco e festas ;poderemos imaginar que é impensável que um qualquer artista ,seja de que latitude for ,grave o seu primeiro disco com a proveta idade de 73 anos ,mas , inacreditavelmente ,foi isso o que sucedeu com Dona Onete ( 18 de Junho de 1939) na altura uma perfeita desconhecida , mas que de repente há meia dúzia de anos atrás e mercê da edição de “Feitiço caboclo” rebentou todas as escalas de popularidade e rompeu preconceitos racistas e elitistas somente com esse surpreendente ,imediatista e bem sucedido lançamento discográfico. Agora seis anos volvidos sobre essa histórica primeira edição a cantora surge de novo com o disco “Banzeiro” onde continua a sua saga de nos brindar com o melhor que as melodias do seu País natal , e não só, podem proporcionar-nos em termos musicais ;assim desta vez propõe-nos um reportório ,estilisticamente menos alargado e mais selectivo , que vai dos carimbós aos bangués e aos boleros num percurso geográfico e humano que rítmica e musicalmente viaja desde os indígenas nativos do Brasil aos escravos africanos e aos caribenhos. Partindo de um reportório mais divertido e inventivo onde se misturam malícia e um certo picante literário a nativa de Cachoeira do Araui , que demorou uma vida a revelar-se cantora ,continua a surpreender com a sua voz rouca mas sensual e até promete para breve seduzir-nos com novas gravações em incursões pelo reportório do folclore propriamente dito e da área carnavalesca, áreas com que afinal de contas ela está bem familiarizada pois durante anos fundou e organizou grupos de dança folclórica e outros da área dos cortejos carnavalescos ,isto após se aposentar como secretária de cultura e professora ,profissões que durante anos exerceu. CD Maisumdiscos/Megamusica
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LEO SIDRAN
Uma singela homenagem ao compositor norte-americano Michael Franks, o músico que melhor conseguiu até hoje fazer a mistura de ritmos brasileiros como a bossa nova , com a música pop e o jazz e tornar essa mesma fusão em sucesso capaz de arrebatar os amantes da chamada música easy-listening como alguns teimam em chamar-lhe ,mas que para mim não passa de fusão ,é a suculenta ementa do novo projecto –o sexto- da carreira de Leo Sidran ,multi-instrumentista ,produtor , arranjador e compositor que nas doze faixas de “Cool school” nos proporciona uma grande viagem musical juntamente com convidados de renome como são o próprio Michael Franks ,Clementine , Jorge Drexler (que com Leo ganhou enorme projecção quando em conjunto assinaram “Al otro lado del rio” tema da película “Diários de motocicleta” composição com a qual ganharam um Óscar em 2005 e que versava a celebre viagem do doutor e guerrilheiro Ernesto “Che Guevara” de la Serna por terras da América do Sul) e ainda gente como John Ellis , Gabe Bridgewater , Leo Minax ,Chrystel Wautier , etc. Considerado o projecto mais ambicioso da carreira de Sidran , reúne uma série de composições das mais badaladas do reportório de Franks ao mesmo tempo que se transforma numa lauta refeição musical digna dos melhores elogios ao reunir os condimentos necessários para ser do agrado das mais exigentes preferências e gostos... CD Bonsai music /Warner Music
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JORGE FERNANDO
Como um verdadeiro artista de circo fazendo no trapézio perante a multidão ,silenciosa e como que paralisada ,um arriscado numero sem rede, Jorge Fernando arrisca agora de novo contra ventos e marés, contra tudo e contra todos, especialmente contra os mais puristas que geralmente são os seus maiores detractores pela sua aposta sistemática numa certa vanguarda instrumental e de arranjos e propõe-nos um novo disco –“De mim para mim” onde faz exibição de todos os seus excelsos dotes de compositor ( ouça-se já a nova e belíssima versão do seu cartão de visita fora do fado -“Umbadá, num arranjo verdadeiramente notável e irresistível) e onde acima de tudo ele demonstra porque é hoje em dia um dos melhores ou até mesmo o melhor letrista do fado (já o é sem dúvida nenhuma em termos de produção), evidenciando na parte literária dos seus trabalhos uma qualidade de tal ordem elevada que quando a mim ultrapassou já há muito essa invisível barreira e pode e deve muito justamente ser agora adicionado ao número dos grandes poetas/letristas da canção nacional por excelência que eu pessoalmente mais aprecio como sejam, entre outros, João Ferreira Rosa, Pedro Homem de Melo, Vasco de Lima Couto, Amélia Muge, Manuela de Freitas, José Luís Gordo, Maria do Rosário Pedreira, David Mourão Ferreira, Álvaro Duarte Simões, Linhares Barbosa, Tó Zé Brito, João Monge, Rosa Lobato Faria, Mário Rainho ou ...a rainha Amália Rodrigues. Já com provas dadas no campo da descoberta de talentos (Mariza, Ana Moura ou Fábia Rebordão são alguns dos mais evidentes exemplos) o cantautor é injustamente, pouco menos que ignorado por parte de alguns media nacionais, se calhar por não ser habitual frequentador das tertúlias da intelligencia ou não participar de lobbies mais ou menos na moda; assim, contando unicamente com a qualidade do seu trabalho que tem espalhado por inúmeros discos de fadistas conceituado (a)s Jorge Fernando continua a deslumbrar e surpreender a solo, suplantando-se de disco para disco e a prova evidente disso é o seu novo projecto onde assina as doze composições do disco ,duas delas em parceria com Fabia Rebordão e Guilherme Banza . Extremamente exigente, sobretudo com ele próprio, é por demais evidente o bom gosto com que, sonoramente, rodeia as suas canções e por isso mesmo é que o seu novo trabalho se pauta por uma qualidade geral acima da média, ficando no ar a incógnita que sempre me intrigou e que é perceber-se porque é que nenhuma das grandes editoras -as chamadas majors ,que quer elas queiram, quer não, e isso muito lhes custe a engolir, tem enormes responsabilidades artísticas e culturais no campo da edição em Portugal, até hoje não apostou a sério nele através de campanhas de marketing e divulgação sérias e outras formas de publicidade no sentido de colocar o artista num plano de grande evidência na musica portuguesa como ele indubitavelmente merece, muito mais que outro (a)s com discutíveis índices de qualidade que tem o estatuto de protegidos injustamente tem beneficiado e continuam a beneficiar vá lá saber-se porquê !!! Já costuma dizer o povo na sua infinita sabedoria que “vale mais cair em graça que ser engraçado” e isso, prova-se agora, é mesmo uma grande verdade... CD edição de autor/ Glam Music
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