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JORDI SAVAL
Mais uma obra importante, e para os melómanos imprescindível, saída das capacidades inventivas e interpretativas do mago da viola de gamba –o catalão Jordi Savall; trata-se de “In excelsis Deo” cuja acção versa e se situa no período da guerra de sucessão de Espanha , durante os anos de 1701 a 1714 e cuja execução esteve a cargo como vem sendo hábito da Capella Real de Catalunya e da Le concert des Nations sob a direcção e supervisão do mesmo Savall. Projecto de grande fôlego instrumental e vocal é mais uma pequena jóia musical a juntar a tantas outras que o instrumentista e director já nos propôs até hoje ao longo dos últimos anos e que habitualmente também traz a palcos portugueses nomeadamente ao grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, poiso habitual das suas prestações musicais que sempre registam lotação esgotada o que diz bem da sua grande aceitação entre nós... Os dois CDs que compõem o projecto são preenchidos por três diferentes actos :- Missa scala aretina de Francesc Valls (1671-1747), Musica no tempo da guerra de sucessão na Catalunha, de anónima autoria com arranjo de Jordi Savall e finalmente Missa para dois coros e duas orquestras da autoria de Henry Desmarest (1661-1741); estas obras estavam incluídas e foram inicialmente executadas no âmbito da habitual programação musical do Castelo de Versalhes em França. Disco instrumentalmente perfeito , vocalmente brilhante é mais uma contribuição significativa e importante do músico catalão para a contínua divulgação e preservação da música antiga europeia, especialmente a originária de Espanha, afinal de contas quase sempre de tão grande riqueza melódica e estética... 2CDs AliaVox-Megamúsica
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ALFRED BRENDEL
Na acção de recuperação de gravações históricas por parte do sector de música clássica da editora Decca chegou a vez de dois dos mais brilhantes concertos do pianista Alfred Brendel – um datado de 1979 e outro de 2001 -verem conjuntamente a luz do dia num projecto que recebeu o título genérico de “Live in Vienna”. Existentes nos valiosos arquivos da rádio austríaca ORF o segundo dos shows , que teve lugar em 11 de Março de 2001 , serviu para na altura se comemorarem os setenta anos do nascimento do pianista e neles está o inédito concerto para piano e orquestra em A minor op.54 de Robert Schumann (1810-1856). Por sua vez o registo sonoro do primeiro dos espectáculos que há muitos anos também “estagiava” nos mesmos arquivos da rádio vienense e que data de 4 de Junho de 1979 foi precisamente a gravação que foi acrescentada ao CD para completar e ainda mais valorizar o presente trabalho... Nela há uma particularidade importante :- é a única gravação ao vivo existente das “Haendal variations” de Johannes Brahms (1833-1897)” e por isso mesmo o material em conjunto no reportório do projecto é considerado como preciosidade e mesmo uma autêntica raridade. De nacionalidade austríaca, Brendel nasceu porém na actual Republica Checa em 1931 e é unanimemente considerado um dos melhores e mais insignes pianistas da segunda metade do século 20 sendo também considerado pela critica e público em geral como um dos mais virtuosos instrumentistas da actualidade na música erudita. O projecto com as inéditas e entusiasmantes gravações ao vivo que tiveram lugar em duas diferentes salas da capital austríaca permite-nos no concerto mais recente escutar o pianista , num desempenho sublime acompanhado pela Orquestra Filarmónica de Viena sob a direcção de sir Simon Rattle ; no outro mais antigo está patente todo o esplendor de execução e versatilidade de um genial instrumentista. CD Decca /Universal Music
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JORGE FERNANDO
Como um verdadeiro artista de circo fazendo no trapézio perante a multidão ,silenciosa e como que paralisada ,um arriscado numero sem rede, Jorge Fernando arrisca agora de novo contra ventos e marés, contra tudo e contra todos, especialmente contra os mais puristas que geralmente são os seus maiores detractores pela sua aposta sistemática numa certa vanguarda instrumental e de arranjos e propõe-nos um novo disco –“De mim para mim” onde faz exibição de todos os seus excelsos dotes de compositor ( ouça-se já a nova e belíssima versão do seu cartão de visita fora do fado -“Umbadá, num arranjo verdadeiramente notável e irresistível) e onde acima de tudo ele demonstra porque é hoje em dia um dos melhores ou até mesmo o melhor letrista do fado (já o é sem dúvida nenhuma em termos de produção), evidenciando na parte literária dos seus trabalhos uma qualidade de tal ordem elevada que quando a mim ultrapassou já há muito essa invisível barreira e pode e deve muito justamente ser agora adicionado ao número dos grandes poetas/letristas da canção nacional por excelência que eu pessoalmente mais aprecio como sejam, entre outros, João Ferreira Rosa, Pedro Homem de Melo, Vasco de Lima Couto, Amélia Muge, Manuela de Freitas, José Luís Gordo, Maria do Rosário Pedreira, David Mourão Ferreira, Álvaro Duarte Simões, Linhares Barbosa, Tó Zé Brito, João Monge, Rosa Lobato Faria, Mário Rainho ou ...a rainha Amália Rodrigues. Já com provas dadas no campo da descoberta de talentos (Mariza, Ana Moura ou Fábia Rebordão são alguns dos mais evidentes exemplos) o cantautor é injustamente, pouco menos que ignorado por parte de alguns media nacionais, se calhar por não ser habitual frequentador das tertúlias da intelligencia ou não participar de lobbies mais ou menos na moda; assim, contando unicamente com a qualidade do seu trabalho que tem espalhado por inúmeros discos de fadistas conceituado (a)s Jorge Fernando continua a deslumbrar e surpreender a solo, suplantando-se de disco para disco e a prova evidente disso é o seu novo projecto onde assina as doze composições do disco ,duas delas em parceria com Fabia Rebordão e Guilherme Banza . Extremamente exigente, sobretudo com ele próprio, é por demais evidente o bom gosto com que, sonoramente, rodeia as suas canções e por isso mesmo é que o seu novo trabalho se pauta por uma qualidade geral acima da média, ficando no ar a incógnita que sempre me intrigou e que é perceber-se porque é que nenhuma das grandes editoras -as chamadas majors ,que quer elas queiram, quer não, e isso muito lhes custe a engolir, tem enormes responsabilidades artísticas e culturais no campo da edição em Portugal, até hoje não apostou a sério nele através de campanhas de marketing e divulgação sérias e outras formas de publicidade no sentido de colocar o artista num plano de grande evidência na musica portuguesa como ele indubitavelmente merece, muito mais que outro (a)s com discutíveis índices de qualidade que tem o estatuto de protegidos injustamente tem beneficiado e continuam a beneficiar vá lá saber-se porquê !!! Já costuma dizer o povo na sua infinita sabedoria que “vale mais cair em graça que ser engraçado” e isso, prova-se agora, é mesmo uma grande verdade... CD edição de autor/ Glam Music
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HOWLIN´WOLF
De um dos mais míticos nomes do panorama do blues mundial editou-se recentemente na série “Essential original albums” um triplo disco contendo algumas das suas mais electrizantes interpretações tais “All night boogie”, “The red rooster”, “Howlin´for my babe”, “Rockin´daddy” ou “”Passing the blues” que numa totalidade de 60 canções ( três álbuns completos e ainda 26 canções editadas como singles) fazem parte indissociável dum espolio musical valiosíssimo de uma das mais insignes figuras do blues mundial. O projecto inclui ainda um booklet de 20 páginas contendo completa informação sobre as canções e as gravações bem como raras fotos de Howlin´Wolf, um executante impar de guitarra e harmónica bem como um interprete carismático e verdadeiramente inesquecível que o tempo se encarregou de imortalizar! 3CDs MM/Distrijazz
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CRISTINA BACELAR
Depois de uma primeira experiência com “Descartabilidade” em que mergulhou com certa profundidade na obra da grande Florbela Espanca, já era mais que tempo de sair em definitivo do conforto do “ninho”, dar o salto e começar a voar sozinha pelas suas próprias asas; com efeito depois de ter abrilhantado com o seu talento dois bem sucedidos projectos como os Frei Fado d´el Rei e As Três Marias, Cristina Bacelar entrega-se a uma carreira a solo que pela amostra do mais recente capítulo – “Nem tudo é fado” onde revisita e funde a chamada canção nacional de modo original e arriscado (são bem evidentes no projecto certos resquícios de bossa nova, jazz e flamenco) ,deixa simultaneamente no ar a promessa de futuras aventuras rítmicas e sonoras neste domínio sem no entanto abandonar a essência do fado propriamente dito que neste seu primeiro projecto é por demais evidente nas duas soberbas versões de “Perseguição” e “Lágrima” às quais transmite uma vivência musical muito pessoal , sui-generis e , arriscaria mesmo dizer, arrojada; mas o momento mais sublime do disco estava guardado para “Fado de papel” onde a par de uma belíssima interpretação só ao alcance de grandes interpretes, devem ser enaltecidos também o eficiente arranjo e uma excelente produção. Há no entanto muitos mundos musicais para além do fado, que ,quer se queira ,quer não, ainda vai estando na moda e embora os horizontes musicais de Cristina Bacelar facilmente se vislumbrem bem para alem do conforto da musica tradicional é no entanto nestes parâmetros que se situam as suas raízes mais profundas e é nela que as suas qualidades intrínsecas mais se evidenciam; interprete de grande atributos vocais é também no campo da composição quer como instrumentista ,quer como letrista que a cantautora se tem notabilizado sobremaneira e por isso mesmo este seu segundo trabalho a solo vem aguçar-nos o apetite já para um próximo disco que certamente nos surpreenderá como aliás tem sucedido em todas as canções com que nos tem brindado e trazem apenso o seu cunho pessoal... CD Sony Music
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MARIA CALLAS
Verdadeiras raridades que era difícil conseguir adquirir durante anos acabam agora de ser editadas juntas sob a forma de um triplo bluray:- trata-se das celebres aparições ao vivo da mítica Maria Callas, a deusa do bel-canto em Paris (1958), Hamburgo (1959 e 1962) e Londres (1962 e 1964). Interpretações soberbas, recheadas da magia habitual agora revestidas por um som fantástico resultante duma cuidada remasterização proporcionam às prestações vocais da diva de canções de óperas famosas como Il trovatore, Il barbiere de Sevilla, Tosca, La vestala, Macbeth e outras mais, um encanto quase divinal, tornando este projecto numa verdadeira obra-prima vocal através da voz da grande e imortal soprano Maria Callas , sem dúvida alguma uma soprano operática inigualável e sem dúvida alguma uma verdadeira força da Natureza ! 3Blurays Warner classics/Waner Music
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ANDY SHEPPARD
É um explorador musical nato por vocação e gosta de se aventurar por outros caminhos musicais sem que isso influencie o material que habitualmente propõe sem no entanto se preocupar ou olhar a convenções ou estruturas ;no seu novo disco –“Romaria” surge acompanhado por três instrumentistas de eleição :- Eivind Aarset (guitarrra) , Michel Benita (double bass) e Sebastian Roachford (bateria) que pela presente execução instrumental que nos é dado ouvir demonstram ser os veículos ideais para Andy explanar com profundidade e inteligência as suas avançadas ideias e concepções . Compositor consagrado assina sete de uma totalidade de oito composições do disco e a que não é de sua autoria ,e dá nome ao disco ,é da autoria do brasileiro Renato Teixeira ; Feito de improvisações atraentes que seduzem à primeira audição o novo disco de Sheppard é uma envolvente proposta sonora que se ouve com grande prazer e especialmente com grande espírito de descoberta ! CD ECM/Distrijazz
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RYUICHI SAKAMOTO
Os sons e os silêncios , a suprema exaltação dos sentidos , o espaço e a liberdade criativa feitos linha de conduta através duma série de composições apelativas e inspiradas que se desenrolam e desenvolvem consoante a imaginação do seu autor vai ganhando vida , evoluindo e tomando forma ,dando assim asas a uma imaginação criativa sem limites , geografias ou tendências que de projecto para projecto afinal se tornam de novo num objectivo principal de realização pessoal dum instrumentista genial com uma vida quase por inteiro dedicada à música e ao experimentalismo sonoro , audiovisual e rítmico. Ryuichi Sakamoto ,o maior talento do piano no campo da improvisação electrónica e acústica ,sempre foi apologista do “baralha e torna da dar” isto é ,sempre gostou de tempos passados sobre a publicação de um disco voltar a ele remisturando e dando novas tonalidades sonoras aos temas que criou e proporcionando assim a muitos deles uma segunda vida musical; foi o aconteceu agora em “Async-remodels” álbum de remisturas sobre um espólio já publicado em 2017 sob o titulo de “Async” que se tornou no seu primeiro trabalho de estúdio em oito anos depois que em 2014 lhe havia sido diagnosticado um cancro na garganta, maleita de que pelos vistos, segundo os seus médicos pessoais ,se encontra felizmente curado. O projecto original surge agora em nova versão, transformado num ambicioso projecto de remisturas electro/acústicas que acabou por se transformar numa verdadeira compilação de remixes assinadas por nomes grandes da cena electrónica tais como Electric Youth , Alva Noto , Johann Johannsson , Arca , Oneohtrix Point Never ,Andy Stott , Motion Graphics ,etc. Um disco onde a electro/pop é elevada à condição de melodia contemplativa , orgânica e absolutamente intemporal... CD Milan /Universal/Warner Music
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CRIOLO
Grande revelação dos últimos anos nos campos do samba-rock e do afrobeat e também figura de proa do movimento hip-hop de São Paulo, Brasil , de onde é natural ,Kleber Cavalcante Gomes, mais conhecido pelo nome artístico de Criolo está de volta com “Espiral de ilusão” onde em doze diferentes criações o rapper através de uma cama musical que na realidade é samba puro e duro ,conquista tudo e todos com a sua voz quente ,mística e sincopada e faz decerto modo abanar estruturas e convenções musicais estabelecidas ; conhecido pela sua habitual língua afiada e viperina e pela permanente e contundente crítica social ,Criolo sempre surpreende e , para variar ,isso acontece também com o novo disco onde continua , numa viagem musical que ,convenhamos não é habitualmente a sua praia ,uma consciente saga de sátira e de denuncia cada vez mais intensas e mordazes usando desta vez a batida do samba como ritmo e cama musical para dar os seus recados e atingir os seus objectivos . Um disco verdadeiramente surpreendente que acaba por fazer furor a nível de critica e de público ,ser de certa forma uma grande e sentida homenagem ao samba e que é também , simultaneamente e acima de tudo mais um grande contributo do cantor brasileiro para a expansão , divulgação e polivalência das novas tendências da moderna musica brasileira . CD Oloko records/Sterns Music/Megamúsica
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BERNARDO LOBO
Costuma dizer o povo com a sua infinita e sábia verdade que “filho de peixe sabe nadar” e se calhar nunca tão acertado foi o provérbio como no caso particular de um novel nome da música popular contemporânea sediado em Portugal que é filho de uma das mais míticas e populares figuras da MPB – o grande Edu Lobo ; com efeito Bernardo Lobo, que deixou de usar a designação artística de Bena porque foi conhecido durante muitos anos para usar finalmente o seu nome próprio ,é filho de um dos gigantes da música popular brasileira de quem herdou um enorme talento , uma grande expressividade vocal e acima de tudo uma rica e prestigiante musicalidade. A residir desde há dois anos no nosso País , Bernardo acaba de lançar através da Biscoito Fino , uma das mais prestigiadas editoras do Brasil ,o seu sexto trabalho a solo –“C´alma” quebrando assim um silêncio discográfico de seis anos quando na altura ( 2012) editou o belíssimo projecto ”Ventania”. Produzido por Pierre Aderne ,outro reconhecido nome do panorama musical do imenso país verde-amarelo a residir também em Portugal ,o novo disco ,que constitui uma agradável surpresa pela sua alta qualidade, mistura com exemplar perfeição ,inteligência e saber ,as nuances rítmicas e sonoras de composições do cancioneiro nordestino com a música de expressão portuguesa especialmente com as cambiantes musicais do fado de que a composição “Essas noites” é o mais brilhante exemplo. Em termos de influências pode bem dizer-se que aqui as musicalidades e estilos de Brasil , Portugal e Cabo Verde se uniram em verdadeira comunhão e deram as mãos para criar uma atmosfera sonora única e intemporal onde fado e bossa nova casam na perfeição com a dolência da morna para criar uma mão cheia de belas composições onde o grande destaque vai quanto a mim para as inspiradas “A barca dos corações partidos” , “Terra à vista” e a atrás citada “Essas noites” que constituem sem sombra de dúvida ( e aqui conta muito o gosto pessoal de cada individuo) os momentos mais altos de um disco exemplarmente bem cantado em que o trabalho de produção também merece os mais rasgados elogios e onde os instrumentos de sopro criaram uma cama sonora e rítmica de assinalável alto nível que sem dúvida serve para elevar ao máximo a qualidade intrínseca de cada composição; um trabalho inspirado que vem desde já abrir o apetite para futuras edições discográficas ;cá ficamos à espera ! CD Biscoito fino /Distrijazz
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