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JOHN SURMAN
Compositor e improvisador de jazz ,mestre no domínio de variados instrumentos de sopro tais como clarinete e saxofones soprano e barítono John Surman propõe-nos um novo trabalho – “Invisible threads” onde desenvolve a sua criatividade ao longo de 12 temas acompanhado por Rob Waring no vibrafone e na marimba e do brasileiro Nelson Ayres no piano ,homem que tem no seu curriculum colaborações com gente famosa e importante da MPB tais como Milton Nascimento ou Airto Moreira, entre outros; habituado a trabalhar com gente de outras geografias musicais e latitudes sonoras Surman consegue aqui o trio perfeito pois o trabalho conjunto dos três músicos é notável , por demais audacioso e brilhante, o que equivale a dizer que estamos em presença dum grande disco de jazz ,sem dúvida e dentro de seu género um dos melhores do ano corrente. CD ECM/Distrijazz
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WOODY GUTHRIE
É um dos mais famosos e influentes folksingers de toda a história da música popular norte-americana e internacional e por isso mesmo também um nome que dispensa adjectivos e elogios; o próprio Bob Dylan afirmou que a vida dele nunca mais foi a mesma desde que pela primeira vez ouviu num gira-discos em Minneapolis uma canção de Guthrie:- “... ouvir naquela altura Woodie foi como uma espécie de explosão de uma bomba com mega-toneladas de potência que me atingiu...” A sua música era única e o seu posicionamento politico também e por isso mesmo é que muitas das suas posições e complexas e muitas vezes bastante controversas ideias , especialmente no que toca a democracia e direitos humanos ,lhe granjearam ao longo da vida muitos embaraços e imensos amargos de boca... Os anos quarenta foram dos mais produtivos na sua carreira e por isso muitas das canções que Woody Guthrie ( 1912-1967) lançou entre 1940 e 1947 correspondem a um período de grande actividade artística durante o qual escreveu uma grande variedade de influentes composições tais como as celebérrimas e imortais “This land is your land” e ”House of the rising sun” ou ainda “Vigilante man” , “Hobo´s lullaby”, “Worried man blues” , “Tom Joad” ou “Pretty boy Floyd” , qualquer uma delas pedaços notáveis e brilhantes na história da musica popular e dos Estados Unidos. E são precisamente os temas atrás citados e o período referido que figuram na dupla colectânea “I saw a sign” que possibilita recordar de novo parte importante da vida musical de uma das mais importantes figuras da folk que soube moldar a tradição dos blues à sua maneira e concepções. 2CDs NooDoo records /Distrijazz
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ABATWA
De África chega-nos um testemunho musical estranho e inusitado de um povo de pigmeus ,que é simultaneamente uma das populações mais marginalizadas do Mundo , constituído por uma série de indivíduos de origem tribal , que foram a maior parte deles completamente abandonados ainda com pouca idade durante o genocídio ruandês , mas no entanto são dotados de uma grande e original musicalidade , um grupo peculiar onde curiosamente podemos escutar grandes vozes sendo algumas delas também exímios instrumentistas ; o comprovativo musical dessa existência tem o título de “Abatwa (the pigmy)- Why did we stop gropwing tall?” e nele vamos poder encontrar alguma da mais genuína musica do continente africano que ao mesmo tempo serve para nos revelar um património musical e vocal riquíssimo de uma raça lendária de caçadores e dançarinos negros. Um projecto/documento directamente vocacionado para os verdadeiros amantes da mais étnicas músicas tradicionais do Mundo. CD Glitter beat/Megamúsica
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SAZ´ISO
Desde há vários alguns anos que as músicas rurais especialmente as oriundas dos sítios mais recônditos do Planeta tem surgido à luz do dia, muito em parte devido à acção de divulgação de inúmeros pesquisadores que por profissão ou por paixão lhe tem proporcionado através de concertos ou gravações uma mais que merecida montra pública ,visibilidade essa que muitos dos músicos e cantores dessa área julgaram nunca ser possível de conseguir; essa mesma divulgação tem ocasionado o contacto com algumas autênticas preciosidades sonoras e vocais facto que assim tem simultaneamente permitido aumentar substancialmente os catálogos e o numero de artistas no campo das musicas do Mundo , sendo mais notório esse incremento em termos europeus especialmente com origem na Europa de Leste... Entre as mais diversas surpresas devemos destacar os Saz´iso ,já considerados pela critica especializada mundial como um dos mais surpreendentes grupos ,que no entanto são porém muito mais que uma surpresa ou uma revelação, pois com um único disco gravado se afirmam já como um grupo de uma polivalência vocal acima da média que desenvolve incríveis polifonias e através delas seduz e arrebata as audiências com uma incrível facilidade e um enorme talento. Esse seu primeiro disco co-produzido por Joe Boyd que regista no seu valioso curriculum colaborações com gente como os Pink Floyd , REM , Nick Drake ou Taj Mahal , entre outros ,explica não só a grande qualidade do trabalho de Boyd ,mas também porque é que os seus serviços são amiudadas vezes requisitados por outros grandes nomes da música contemporânea de diferentes áreas e estilos ; no projecto “At least wave your handkerchief at me” o referido primeiro disco dos Saz´iso o produtor conseguiu trazer à tona da água uma série de canções que constituem um verdadeiro e valioso tesouro musical onde ao longo de 15 diferentes composições desenvolvem um profundo trabalho poético e musical falando de amores e desamores , memorias e lamentos, perdas e conquistas ,tragédias e corações partidos e acima de tudo mostrando um pouco da riqueza musical e tradições existentes no sul da Albânia que cada vez mais se reafirma como um verdadeiro alfobre de polifonias folk a que agora e cada vez mais há que dar o devido valor ;um projecto surpreendente , com uma inquestionável qualidade que revela para alem de várias vozes soberbas uma mão cheia de instrumentistas de invulgar talento e virtuosismo... CD Glitter beat/Megamúsica
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BRAD MELDHAU
O impensável acontece muitas vezes quando menos se espera; quem diria que o renomado pianista de jazz Brad Meldhau apareceria um dia ligado a um projecto de musica erudita, mais concretamente ao difícil reportório de J.S. Bach ? Mas a verdade é que isso aconteceu e para prová-lo aí está o projecto “After Bach” talvez o mais complexo e estranho projecto da sua carreira onde o instrumentista dá provas de uma vitalidade e intensidade notáveis ao longo de 12 composições sendo cinco delas da autoria de Johann Sebastian Bach e as restantes sete idealizadas pelo instrumentista norte-americano que se inspirou na música do próprio Bach para as criar e desenvolver e convenhamos que não é para qualquer um o risco de interpretar fugas e prelúdios de “O cravo bem temperado” ; é preciso na realidade ser-se um extraordinário pianista para alguém fora da área erudita arriscar interpretar este tipo de reportório. O resultado final é porém deslumbrante com Meldhau no apogeu de sua criatividade e talento numa autentica aventura labiríntica pela obra de Bah onde simplicidade e virtuosismo andam de mãos dadas para extasiar qualquer um mesmo que seja um purista de Bach!!! CD Nonesuch /Warner Music
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JOÃO FARINHA & FADO AO CENTRO
Enquanto na área do fado de Lisboa propriamente dito se sucedem a um ritmo quase vertiginoso os lançamentos ,no campo específico da canção de Coimbra são esporádicas as edições pelo que qualquer novo disco que surja ou aparece interpretado por algum dos poucos nomes sonantes e consagrados ainda vivos ( aqueles a quem muitos chamam dinossauros, no bom sentido entenda-se!) ou passa despercebido ou então mesmo é pouco menos que injustamente ignorado pelos media o que significa muitas vezes que pouca gente dá pelo disco ou sequer sabe da sua existência! Vem este desabafo a propósito do lançamento de “Sim” na voz de um estreante nas gravações a solo - João Farinha que nele e ao longo de 14 composições com elas percorre aquilo que ele próprio entende como sendo um novo rumo para o fado coimbrão percurso que vem ensaiando e percorre há alguns anos e que tem a ver com uma nova sonoridade ,diferentes instrumentos e acima de tudo uma nova abordagem à canção/balada da sempre bela cidade do antigo basófias - o rio Mondego. Dono de uma voz singular e tendo como fio condutor em termos poéticos o amor , a eterna saudade e as mágoas, atributos desde sempre tão comuns à canção coimbrã o jovem fadista revela-se um interprete seguro ,que procura com afinco, serenidade e um certo talento a maioridade vocal e que apesar de estreante na canção revela predicados de quem tem já algum traquejo no cantar ;um elenco de luxo constituído entre outros por Florbela Espanca , David Mourão Ferreira , Eugénio de Andrade , José Carlos Ary dos Santos ,Mário Cesariny , Antero de Quental e Fernando Pessoa são alguns dos grandes poetas escolhidos para abrilhantarem poeticamente o projecto através de uma série de belíssimas obras criteriosamente escolhidas entre a imensidão de hipóteses que cada um dos poetas podia proporcionar e que acabam por servir de trampolim e montra auditiva para revelar João Farinha & Fado ao Centro como uma das mais radiosas esperanças da eterna canção de Coimbra de que os estudantes e suas capas negras são o ex-libris , afinal de contas uma música que ao longo dos tempos tem conseguido dar outra expressão , quiçá mais universalista até ,a palavras como sentimento ,saudade ,amor , mágoa e resistência . CD Fado ao Centro records
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NATALINO DE JESUS
É invulgar e convenhamos que não é todos os dias que alguém se pode dar ao luxo de comemorar 30 anos de carreira e muito menos no cada vez mais estranho mundo do fado onde muitas pseudo estrelas e outras ,ditas estrelas cadentes , vão surgindo e desaparecendo na voragem do tempo! Porém há alguém que está a comemorar essa efeméride e isso é portanto motivo de festa rija e comemoração; trata-se de Natalino de Jesus, homem com origens na velhinha Madragoa que ao fado tem dado o melhor de si e que resolveu para comemorar a data fazer uma ,para ele difícil , selecção de temas por si já gravados em discos anteriores . Escolheu uma totalidade de 14 fados deu ao projecto o título de “Foi assim...” e aí está ele em plena forma, a cantar melhor que nunca , segundo os seus próprios parâmetros que afinal de contas são os do fado tradicional... verdadeiro! Numa altura em que cada mais se vai assistindo, perante a complacência e aceitação geral, à descaracterização da canção nacional por excelência seja na discutível presença de uma série de instrumentos alheios ao fado, seja na questão dos arranjos ou outras vezes nas mais que inenarráveis orquestrações e outras ornamentações que o verdadeiro fado tradicional por certo bem dispensava ,veja-se onde por vezes chega o desplante :- alguma gente tem a lata de chamar modernidade às atrocidades instrumentais e sonoras que por aí vagueiam em discos de artistas mais ou menos populares e até por vezes conceituados... Um pensamento me ocorre de repente :-lá longe onde estiverem os meus queridos amigos António dos Santos e João Ferreira Rosa devem dar ,em jeito de revolta ,tantas e tantas voltas no caixão perante o que se passa por cá amiudadas vezes !!! É bem verdade que não é fadista quem quer é só quem tem aptidões e valor para isso e indubitavelmente Natalino José tem isso tudo; ouçam-se por exemplo “Pregão duma florista”,”Lisboa ao entardecer”, “Hoje morreu um poeta” ou “”Não sei dizer o que sinto” e confirme-se a sua grande vocação para...fadista !!! CD Ovação
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BERLIOZ
Um dos meus compositores predilectos no campo da música erudita é sem dúvida Hector Berlioz ( 1803-1869) e por isso mesmo exultei quando me chegou à mãos uma nova edição, de luxo, da celebre “Les Troyens”, gravada ao vivo nos concertos de Estrasburgo, França em Abril de 2017 durante o fim de semana do período da Páscoa e cujos concertos foram na altura considerados “ o evento musical do ano” ; no projecto merece destaque a execução vocal de um elenco de estrelas luxo que vai desde a grande Joyce di Donato até Richard Rittelmann passando por Stéphane Degout , Cyrille Dubois , Nicolas Courjal , Philippe Sly e Marianne Crebassa... Opera em cinco actos com libretto do compositor baseado nos livros II e IV da Eneida de Virgílio apresenta-se aqui numa versão que apresenta a obra na integra sob a direcção de John Nelson, que é considerado uma autoridade em reportório de Berlioz. Trata-se de uma nova versão da célebre opera, que pode considerar-se mesmo verdadeiramente electrizante e que teve acompanhamento da Orquestra Filarmónica de Estrasburgo e coros da mesma orquestra e da opera nacional de Rhin . Esta nova versão da opera compreende quatro CDs e um DVD incluindo este os melhores momentos do show de 15 de Abril , que totalizam uma hora e vinte e cinco minutos. Um projecto absolutamente memorável! 4CDs e DVD Erato/Warner Music
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CRISTINA BRANCO
Aí está o disco da maturidade plena, do apogeu de uma carreira , da chegada ao cume da montanha mágica ;chama-se “Branco” é um trabalho sofisticado q.b. e nele coabitam com absoluta espontaneidade tradição ,maturidade, inovação e modernidade. A voz de Cristina Branco essa está melhor que nunca e as prestações ao longo dos doze temas que compõe o disco são mais que perfeitas , chegando em alguns casos a ser deslumbrantes dando um invulgar brilho às palavras de gente como Jorge Cruz , Sergio Godinho ou Afonso Cabral entre outros; e que dizer das músicas? Que são várias as canções de altíssima qualidade com destaque para as composições de gente tão diversa como Sergio Godinho , Mário Laginha , Filho da Mãe ou de Peixe que assinam aqui neste trabalho da cantora portuguesa alguns dos seus mais inspirados momentos pessoais. Uma palavra final para os arranjos que a cargo do trio Luís Figueiredo , Bernardo Moreira e Bernardo Couto se pautam por um elevado índice de criatividade e um evidente bom gosto ; um projecto que é todo ele uma nova e importante página no livro da história de vida musical da cantora e que acima de tudo se afirma como uma bela e audaciosa aventura musical repleta de espontaneidade e verdade , deixando conscientemente para trás um passado de grandes cumplicidades recheado de grandes momentos onde sempre se destacaram uma rara elegância e uma expressividade vocal sem limites... CD Universal Music
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NANCY VIEIRA
Há muito tempo já que o nome Nancy Vieira não era associado às habituais compilações de música africana ou a novas edições discográficas e por isso mesmo o aparecimento de “Manhã florida” vem colmatar um silêncio que já...doía! Com efeito a cantora ,nascida guineense ( seus pais estavam na altura na Guiné por se terem ido juntar ao PAIGCV ) mas de ascendência cabo-verdiana ( foi para a terra de Cesária Évora com apenas quatro meses de idade) e que vive em Portugal há mais de 20 anos onde desfruta de grande popularidade ,acaba de lançar o seu quinto trabalho de grande fôlego onde canta vultos de renome do panorama autoral de Cabo Verde como são os casos de gente como Mário Lúcio , Amândio Cabral , (autor do mega sucesso de “ti” Cesária – “Saudade” ), Eugénio Tavares , Tiolino ou Teófilo Chantre ( o produtor do projecto) e seu pai Vitorino Chantre , isto para além de ela própria ter contribuído para o naipe de composição do projecto ao arriscar incluir, num autentico trabalho sem rede , um tema com musica e letra da sua própria autoria –“Porto inseguro” que fala de um amor inseguro do passado... Dona de uma belíssima voz ,suave ,genuína , sensual e delicada (como as areias do Sahara que chegam ao arquipélago cabo-verdiano trazidas pelos ventos) Nancy afirma-se cada vez mais como uma interprete de eleição e uma cantora soberba com cambiantes e matizes próprios e bem definidos que a audição das doze composições que compõem o seu novo projecto (onze cantadas em crioulo e uma em língua francesa num dueto com Raphaele Lannadère ) facilmente deixam antever e que nos falam de melancolia ( que a própria Nancy diz ser às vezes feliz e fazer chorar), mas também de dor , amor ,saudade e sofrimento , sentimentos afinal tão comuns ao quotidiano de toda a diáspora africana espalhada um pouco por todo o Mundo! Saia de lá então uma primorosa cachupa e uma cerveja bem geladinha para se poder comemorar em grande estilo o regresso da bela Nancy Vieira , porque ela bem merece que a sua “Manhã florida” , seja mesmo ilustrada por muitas flores e tenha uma festança das grandes! CD Harmonia /Lusafrica
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