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Escolhas de João Afonso Almeida
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HELENA SARMENTO
Traz na voz a aragem do Tejo e o esvoaçar das gaivotas de Lisboa e canta com garra, sentimento e alma, condimentos essenciais e vitais para uma boa prestação oral . Simultaneamente tem uma dicção e presença vocal perfeitas o que sobremaneira valoriza as palavras que canta; por outro lado nota-se que se expõe sem reservas , trilhando um caminho próprio segura de si própria , criativa e imaginativa. Não segue modas , nem ditames, bem pelo contrário inventa –se a si própria dentro da tradição , mas com certa modernidade ; o reportório de “Lonjura” parece escolhido segundo um critério bastante selectivo e certa clarividência e por isso mesmo é o que precisa ser :- atractivo e sedutor para os ouvidos ao mesmo tempo que pretende ser uma homenagem ao escritor Joaquim Sarmento , seu pai . Apesar de o disco se pautar por uma elevada qualidade interpretativa e instrumental duas canções se destacam das demais, na minha opinião :- “Contigo por Lisboa” e “Lonjura” que em conjunto se preparam para servirem como perfeitos cartões de visita desta novel voz fadista que tanto promete já , apesar do relativamente pequeno percurso até agora trilhado. A sua excelente prestação de “Era um redondo vocábulo” de Zeca Afonso e em “O bêbado e o equilibrista” da dupla brasileira João Bosco/Aldair Blanc ( aqui transformado em fado) mostra que Helena Sarmento está também tão à vontade no reportório do fado propriamente dito como fora dele e isso vem, sobremaneira demonstrar acima de tudo uma evidente e criativa versatilidade ;por tudo isso que atrás deixo escrito uma certeza tenho :- temos fadista!!! CD Edição de autor
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DEEP PURPLE
Aí está o disco perfeito para abrilhantar as noites do Verão que a passos largos se aproxima, especialmente no que aos roqueiros diz respeito :- “A fire in the sky” a mais recente antologia de sucessos dos Deep Purple. Longe vão os tempos em que faziam escola e animavam as ondas hertzianas fabulosos hits como “Smoke on the water”, “Speed king” , “Woman from Tokyo”ou “Black night” que ainda hoje, apesar da sua “proveta idade” relativamente à data da sua primeira edição em disco estão tão actuais ,em todos os sentidos, como na época em que foram inicialmente lançados. Composta por três CDs a antologia da banda de Ritchie Blackmore , John Lord , Ian Gillan e seus restantes companheiros inclui para alem das composições atrás referidas ainda outros grandes sucessos da banda de tais como “Knocking at your back door”, “Hush” , “Stormbringer”, “Fireball” , “Sun goes down” ,“Highway star”, “Perfect strangers” ou “Bad attitude” numa totalidade de 40 composições qualquer uma delas capítulo importante na vida e na história musical de uma banda britânica que , seguramente ,ao longo dos últimos anos se tornou uma lenda e um verdadeiro colosso na história do hard rock mundial! 3CDs Parlophone/Warner Music
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DUARTE
Continua segura e confiadamente a trilhar o caminho que para si próprio traçou há anos atrás , revelando-se cada vez mais um compositor de mão cheia , um letrista revelação e um cantor de invulgares qualidades interpretativas; dotado de uma certa aristocracia vocal está a cantar melhor que nunca e a prova evidente disso é o seu novo disco –“Só a cantar” ( tema-título da autoria de José Mário Branco) onde também inclui quatro originais de sua autoria e uma composição do cancioneiro popular alentejano e reinventa cinco fados tradicionais alguns cantados como um verdadeiro desafio “à la António dos Santos” ,de um evidente bom gosto e requinte. Quanto a mim no entanto a composição “Dizem” constitui o ponto mais alto do projecto onde um ambiente instrumental de elevado nível ajuda a tornar a canção num momento verdadeiramente emocionante e inesquecível. “Sobretudo cinzento” cantado na verdadeira prova dos nove que sempre é cantar “à capella” é outra destacada interpretação de Duarte , um nome que cada vez mais vai conquistando um lugar próprio ,e só seu ,no difícil mundo que é o fado , onde promete sempre surpreender-nos a cada disco que passa... CD Alain Vachier
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GAL COSTA
Chama-se “Estratosférica – Gal Costa ao vivo” o novo show da cantora brasileira e reconhecida interprete de êxitos imortais como “Modinha para Gabriela” ou “Índia” e esse é precisamente o mesmo título do seu mais recente projecto discográfico onde demonstra que apesar de ter recentemente atingido o bonito número de 70 anos de idade , vocalmente o tempo não passa por ela pois continua a cantar belíssimamente ,a destilar criatividade e talento e a evidenciar todos os predicados que fizeram dela um dos “monstros sagrados” da MPB. Composto por canções tropicalistas e pós-tropicalistas o reportório do show é praticamente todo aquele que sustentou o disco de estúdio com o mesmo título e o resultado final é absolutamente fascinante com a cantora a fazer valer os seus cinquenta anos de experiência de palco e de carreira , cantando sem medos, nem insegurança ( que a idade muitas vezes ocasiona) canções da autores variados ,mas tão conceituados como Jards Macalé , Caetano Veloso ,Tom Zé , João Donato , Milton Nascimento , Jorge Ben Jor, Arnaldo Antunes , Criolo, etc. Um disco ( o primeiro que é a sua estreia na sua nova editora ) e um show que ficam para a história da música popular brasileira como dos melhores de sempre da famosa cantora baiana. 2CDs Biscoito Fino/Distrijazz
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HENRIQUE BORGES
Um novo nome começa a despontar no panorama musical português - o de Henrique Borges; trata-se um novo instrumentista que no seu recente disco “Incursão” transpõe com a sua guitarra as fronteiras do fado e alarga horizontes sonoros e rítmicos notando-se na audição do disco que o músico foi influenciado por lugares, países e latitudes numa visão artístico/musical que conquista o ouvinte com certa facilidade através duma mão cheia de composições que se transformam numa verdadeira epopeia musical tendo a guitarra portuguesa como obrigatório fio condutor. As composições do instrumentista não deixam ninguém indiferente, bem pelo contrário seduzem com facilidade , através especialmente duma mão cheia de melodias, sem fronteiras definidas que pouco a pouco , conforme se vão ouvindo ,se vão transformando em verdadeiras fotografias do quotidiano, paisagens sonoras sem limites ou estilo definidos que aos poucos se vão apossando de nós, conquistando-nos, seduzindo-nos , arrebatando-nos conforme lentamente se vão revelando aos nossos ouvidos. Um projecto que é uma verdadeira aventura sonora e que por isso mesmo recomendo sem reservas especialmente para todos aqueles para quem a música é prazer e também um modo de sonhar acordado... viajando. CD edição de autor
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YES
De tempos a tempos Jon Anderson um dos membros fundadores e voz principal dos Yes faz uns retiros espirituais durante os quais aproveita para limpar a onda e gravar projectos a solo , onde dá asas a toda a sua criatividade e talento impares. Durante as suas ausências o grupo continua geralmente a fazer digressões e quando calha grava novos projectos ( os últimos foram discos ao vivo) com alguém a ocupar o lugar vago ; e se algumas vezes essas substituições se saldaram por grandes “flops” ( isto apesar de monetariamente isso ter resultado compensador para o grupo) desta vez há que reconhecer que a escolha foi mais bem sucedida que habitualmente pois quem ocupa o seu lugar merece até não vaias , mas elogios e aplausos... Com efeito , com Jon Davidson como vocalista a coisa não tem estado má de todo tendo em vista que o novo membro substituto possui atributos vocais bem interessantes e um registo vocal bem próximo do habitual líder vocal da banda ; por isso o resultado final no novo disco ,com origem numa recente digressão de 2016 pelos Estados Unidos em que o grupo resolveu levar para palco essencialmente o conteúdo temático de dois dos seus mais famosos e bem sucedidos álbuns- “Drama” e “Songs from topographic oceans”, pode considerar-se um bom produto final que agradará sem reservas, mesmo aos mais acérrimos e puristas fans dos Yes. Toda a genialidade instrumental e ambiente vocal do grupo estão bem patentes no novo projecto – o duplo “Topographic Drama- Live across América”, que pode até afirmar-se , constitui um belo e bem conseguido trabalho que por sinal não desmerece em nada das anteriores propostas discográficas da banda que, e apesar de algumas ausências no line up habitual de alguns membros , continua a afirmar-se como a numero um do rock progressivo e sinfónico mundial! 2CDs Rhino /Warner Music
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SECKOU KEITA
Há cada vez mais adeptos e admiradores do som da kora em todo o Mundo; com efeito o instrumento africano está a popularizar-se cada vez mais havendo mesmo uma série de músicos africanos que já fazem dele o suporte sonoro e rítmico para as suas composições; é o caso de Seckou Keita que ainda recentemente obteve os favores da critica e do público quando editou um disco ( o segundo dessa parceria está prestes a ser lançado) em colaboração com a harpista do País de Gales – Catrin Finch que causou grande impacto geral e sensação. Apesar de ter já um novo trabalho lançado o ano passado desta vez em colaboração com Omar Sosa (Transparente water), entre nós só agora me chegou às mãos um disco seu que é absolutamente excepcional :- trata-se do projecto a solo genericamente intitulado “22strings/cordes” ( vencedor em 2016 do prémio máximo da revista Songlines )onde o músico em dez propostas temáticas dá seguimento a tudo que tinha já demonstrado e deixara evidente em trabalhos anteriores conseguindo afirmando-se agora , face à elevada qualidade do projecto ,como o mais influente , inspirado e inspirador músico de kora da sua geração. Carismático, pesquisador , místico e instrumentista virtuoso Seckou Keita leva através da sua música o espírito humano a lugares de meditação , beleza e quietude jamais imaginados prolongando assim através dos tempos uma herança e tradição do seu Senegal natal que vem já de gerações anteriores a si. Parta-se já pois com urgência à descoberta de todo o espólio do musico senegalês , um iluminado criador que ombreia já em termos de qualidade e virtuosismo com outros dois míticos músicos africanos :- Toumane Diabate e seu pai o “rei” incontestado e incontestável da kora :- mestre Sidiki Diabate. CD ARC Music/Megamúsica
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SOAR
O que tem em comum o País de Gales e o Senegal? No mínimo tem dois virtuosos instrumentistas que dominam a seu bel-prazer os instrumentos de cada um e que depois de uma primeira colaboração em disco e passados mais de uma centena de espectáculos ao vivo continuam a encantar e sonoramente seduzir tudo e todos. Com efeito, depois do sucesso que foi a sua primeira colaboração musical ele estende-se de novo a mais um disco e consequentemente a mais digressões em duo ; esse trabalho dos dois instrumentistas já fazia pressagiar que um novo projecto em disco estaria na calha e agora finalmente ele aí está pronto a conquistar todos de novo e a mostrar o que é que os dois países tão profundos e distantes tem afinal tanto em comum e porque é que dois instrumentos tão distintos como a kora e a harpa tem afinal uma afinidade e uma consanguinidade assim tão grande. O novo trabalho da dupla Catrin Finch e Seckou Keita – “Soar” surge agora editado para deleite dos milhares de amantes da world music que de ano para ano vai gradualmente crescendo em número de adeptos ,conquistando popularidade e projectando-se cada vez mais ,quer em termos de critica ,quer em matéria de aceitação geral demonstrando acima de tudo como a música tradicional dos mais diversos países e latitudes tem um lugar próprio e como muitas vezes a mistura de estilos, instrumentos ou personalidades ganha contornos de modernidade e futuro e encanta muito mais que certas propostas de outra índole sonora ou instrumental. No caso concreto da fusão entre a kora africana e a harpa ,a sintonia e semelhança vão permitindo que a dupla continue a experimentar e desenvolver novos sentidos estéticos e sonoros , arriscando cada vez mais ,com uma delicadeza e sinergia notáveis propondo uma sonoridade etérea e subtil , explorando caminhos e viagens num perfeito casamento musical perfeito que chega por vezes a ser quase hipnótico pelo deslumbramento e subtilezas que a execução e sonoridades dos dois instrumentos nos proporcionam. Duas culturas e dois instrumentos em perfeita comunhão emocional , física e por vezes quase irreal e transcendental que em conjunto proporcionam inolvidáveis momentos de prazer auditivo... CD ARC Music /Megamúsica
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B. B. KING
Foi incontestavelmente o rei dos blues apesar de uma certa rivalidade ,ao que dizem bastante saudável, com outros dois “King” – Albert King e Freddie King e cuja “competição” serviu para animar durante anos a fio as inúmeras discussões dos melómanos da grande música negra ; e sabendo-se que “cada cabeça ,sua sentença” imagine-se só como terão terminado algumas dessas pelejas vocais... Assumo-me incondicional admirador de blues e do grande B.B. e até por isso mesmo guardo religiosamente o quadro com a sua imagem a actuar ao vivo , autografada a dourado ,com que me presenteou num hotel da capital portuguesa bem como a palheta com que habitualmente dedilhava as cordas da sua inseparável “Lucille” e recordo com muita saudade o fabuloso concerto que deu no Coliseu dos Recreios de Lisboa, quando com toda a sua simplicidade concedeu a Rui ”chico fininho” Veloso a honra de partilhar com ele o palco e actuar como seu convidado especial. Que noite mágica!!! Para podermos relembrar grandes momentos e grandes músicas deste verdadeiro monstro sagrado dos blues ouçamos então agora a dupla compilação recentemente lançada – “The complete 1958-1962 Kent singles” onde o grande bluesman B. B. King , nascido Riley Ben King (1925 -2015 ) explana todas as suas enormes capacidades de impar executante e também toda a sua versatilidade como exímio guitarrista. Dono de um estilo único e inconfundível influenciou gerações de instrumentistas e o seu talento foi de tal modo reconhecido mundialmente por critica e público que lhe foram outorgados nada menos de 15 Grammies ao longo da carreira. Grande parte do valiosíssimo espólio musical que gravou nos anos 50 e 60 figuram neste projecto que alberga em dois CDs nada menos de 52 notáveis composições do cantautor negro com destaque para canções como “Every day I have the blues” , “Mean ole Frisco”, “Time to say goodbye”, “Sweet sixteen”, “Did you ever loved a woman?” ,”Bad case of love” , “You´re breaking my heart” ,“Gonna miss you around here” ou ”Blues at midnight” qualquer uma delas pedaços preciosos da vida musical de um gigante da grande música negra de todos os tempos – o imortal Rei dos reis !!! 2CDs Soul Jam /Distrijazz
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